Feira de Santana: Aniceta da Cruz Moreira vive há mais de 60 anos como comerciante de rua

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Aniceta da Cruz Moreira, 80 anos, vende pimenta, folha de mandioca usada no preparo de maniçoba, entre outros produtos, numa banquinha localizada na rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana.
Aniceta da Cruz Moreira, 80 anos, vende pimenta, folha de mandioca usada no preparo de maniçoba, entre outros produtos, numa banquinha localizada na rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana.
Aniceta da Cruz Moreira, 80 anos, vende pimenta, folha de mandioca usada no preparo de maniçoba, entre outros produtos, numa banquinha localizada na rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana.
Aniceta da Cruz Moreira, 80 anos, vende pimenta, folha de mandioca usada no preparo de maniçoba, entre outros produtos, numa banquinha localizada na rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana.

Há mais de 60 anos, Aniceta da Cruz Moreira, 80 anos, vende pimenta, folha de mandioca usada no preparo de maniçoba, entre outros produtos, numa banquinha localizada na rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana. E foi como vendedora de rua que conseguiu criar seis filhos – teve 14. Oito morreram ainda bebês.

Os produtos mais procurados são as pimentas de várias espécie – vermelhas, amarelas e a de cheiro, muito usada na culinária baiana. A todo momento os clientes querem saber o valor do saquinho, que é vendido a R$ 2. A fibra da idosa é exemplo para a neta, que a observa de uma esquina, onde vende frutas.

“Mas como em todo canto, o comércio aqui não tá bom, não. A feira tá devagar para todo mundo”, lamenta a veterana comerciante de rua, que não sabe que nesta sexta-feira, 8, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. “E é?”, espantou-se quando foi informada sobre a data.

Lembra que ainda adolescente começou a vender seus produtos, que antes trazia da roça, no povoado da Pedra Dura, em Humildes, onde mora, no Mercado Municipal, hoje MAP (Mercado de Arte Popular). “Mas já vendi muito na grande feira livre, aqui, no centro. Ô tempo bom para ganhar dinheiro”, suspira.

Também vendeu suas mercadorias no Centro de Abastecimento, quando da grande transferência para aquela entreposto comercial, com a extinção da feira. “Mas voltei para o centro, porque lá não estava dando para sobreviver, vendia pouca coisa”.

Dona Aniceta da Cruz disse que vende o que compra no Centro de Abastecimento e que nem sempre os preços no entreposto estão atraentes. Não faz as compras porque os produtos ficariam muito caro para seus fregueses. “Sempre venho aqui três dias na semana. Vou lá embaixo faço minhas compras e coloco aqui”.

Revela que o melhor período de vendas é o junino se o inverso for generoso, quando muitas mercadorias são trazidas das roças. “Meus filhos veem vender macaxeira e outros produtos”.

É aposentada rural há vários anos. Mas não deixou de comerciar no centro. “Um pão com uma metade é um pão e meio”, teoriza sobre a necessidade e a vontade de continuar trabalhando. Sentada ao lado da sua banquinha, dona Aniceta viu toda a transformação do centro da cidade nas últimas seis décadas.

“Mudou muito e vai continuar mudando”. A única mudança que não deseja, no momento, é sair do local onde vende suas mercadorias. Mas está consciente de que vai se mudar ainda neste ano para o Centro de Abastecimento, com a requalificação do centro da cidade.

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