Desembargador Jatahy Junior participa de 45º Encontro do Colégio de Corregedores da Justiça Eleitoral

45º Encontro do Colégio de Corregedores acontece em Minas Gerais e reúne representantes das corregedorias eleitorais de todo o país. Rvento tem o objetivo de debater formas de aprimoramento dos serviços da Justiça Eleitoral.
45º Encontro do Colégio de Corregedores acontece em Minas Gerais e reúne representantes das corregedorias eleitorais de todo o país. Rvento tem o objetivo de debater formas de aprimoramento dos serviços da Justiça Eleitoral.

Sediado pelo TRE de Minas Gerais, o 45º Encontro do Colégio de Corregedores reúne os corregedores eleitorais e representantes das corregedorias de todo o país, com o objetivo de buscar o aprimoramento dos serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral e de tratar da iminente implantação do PJe na primeira instância, além de avaliar o impacto das eleições de 2018 na Justiça Eleitoral. O evento acontece até esta sexta (22/02/2019).

No encontro, o TRE baiano é representado pelo desembargador Jatahy Júnior; pelo secretário da CRE-BA, Ronaldo Moura; e pelo coordenador da COSCAD (Coordenadoria de Supervisão do Cadastro e Orientação às Zonas Eleitorais), Maurício Amaral.

Durante a abertura do evento, ocorrida nessa quinta-feira (21/02), o presidente do Colégio de Corregedores Eleitorais, desembargador Waldir Campos Júnior (corregedor do TRE-SP), ressaltou que o Colégio de Corregedores, criado em abril de 2000, sempre buscou o debate jurídico, o aperfeiçoamento da atividade judicial e o compartilhamento das práticas. Disse ainda que “o Encontro é importante para a realização de debates relevantes para a Justiça Eleitoral e, principalmente, para os trabalhos das corregedorias eleitorais, com destaque para as ocorrências das eleições de 2018, com intuito de demonstrar ao eleitor a seriedade, certeza e segurança do sistema eletrônico de votação”.

O corregedor do TRE-MG, desembargador Rogério Medeiros, também ressaltou a importância do evento para a troca de experiências e para a evolução da Justiça Eleitoral.

Carta de Belo Horizonte

O 45º Encontro do Colégio de Corregedores foi encerrado no final da tarde desta sexta-feira (22/2) com a assinatura da Carta de Belo Horizonte (formato PDF), documento que reúne as sugestões levantadas durante o Encontro e que serão entregues à Corregedoria Geral Eleitoral/TSE.

Dentre as propostas, foi feita a sugestão de alterar a norma relativa à certidão de quitação eleitoral com prazo indeterminado, concedida a eleitores deficientes quando se torna demasiadamente oneroso ou impossível o exercício do voto. A proposta é que qualquer pessoa possa solicitar a certidão, desde que a interesse da pessoa deficiente, com o objetivo de ampliar o acesso ao recurso que torna facultativo o voto de pessoas na situação de extrema dificuldade ou impossibilidade de votar.

Outra proposta da Carta é o aprimoramento do Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) e do Cadastro de Eleitores, tornando-os mais adequados à realidade atual. A sugestão dos corregedores regionais é que sejam adicionados alguns campos no RAE, documento preenchido no momento em que o eleitor tira o título ou faz alguma atualização em seu cadastro (transferência ou biometria, por exemplo). São exemplos a inclusão de um campo para inserção de informações que o atendente considerar relevantes sobre o eleitor e a possibilidade de se incluir mais um endereço do eleitor.

A Carta propõe ainda que sejam desenvolvidas formas de divulgação da segurança da urna eletrônica para se minimizar os efeitos das notícias falsas envolvendo o processo eletrônico de votação e incrementar a credibilidade do atual sistema de voto. O tema em torno da segurança do processo eletrônico de votação foi despertado pela palestra sobre o discurso de ódio na internet e algumas reflexões sobre as Eleições 2018. Sobre este tema, a Carta de Belo Horizonte ainda registra a atuação competente dos juízes eleitorais e servidores ao longo do último período eleitoral.

A Carta ainda dispõe sobre a necessidade de se melhorar o sistema de estatísticas do sistema do Processo Judicial Eletrônico, que ainda este ano chegará a todas as zonas eleitorais do País. Este foi, inclusive, tema de palestras do Encontro, já que se trata de projeto da Justiça Eleitoral para 2019 que envolve todos os regionais.

Programação

A sexta-feira do Encontro, presidido pelo corregedor do TRE de São Paulo Waldir Nuevo Campos, começou com uma palestra do professor da UFMG Rodolfo Viana Pereira, sobre o tema “Internet, eleições e discurso de ódio”. Ele mencionou a intensa circulação de notícias falsas e a preponderância das redes sociais como espaço de campanha e debates durante as Eleições 2018, e disse que os cientistas políticos “ainda estão perdidos, tentando entender o que aconteceu”.

Para Rodolfo, as redes sociais são âncoras de distribuição em larga escala de informação, e, cada vez mais, a internet passa a ser um palco de disseminação do discurso de ódio. O professor analisou alguns aspectos da legislação relacionados à liberdade de expressão e afirmou que o termo fake news deve ser entendido não como notícias falsas, mas fraudulentas, porque elas são criadas com o objetivo de gerar danos. E finalizou sua fala defendendo que “o discurso democrático de alto nível depende do acesso a informações qualificadas, do amadurecimento pessoal e intelectual dos cidadãos”.

O desembargador Rogério Medeiros, vice-presidente e corregedor do TRE, também defendeu esse ponto de vista. O magistrado fez uma avaliação das Eleições 2018, destacando o ódio visto nas redes sociais, a irrelevância dos meios tradicionais da propaganda gratuita na TV e no rádio, o desprestígio dos partidos políticos e a circulação de fake news. Para o desembargador, a grande conclusão do último processo eleitoral é que “a nossa salvação está na educação”. A íntegra da reflexão dele pode ser lida no site do TRE-MG.

Ao longo da sexta-feira, houve ainda uma palestra do ministro Carlos Velloso, ex-presidente do TSE e do STF, sobre a história da urna eletrônica. O ministro, que esteve à frente do processo de informatização do voto, foi homenageado pelo Colégio de Corregedores Eleitorais, pela sua relevante contribuição para a Justiça Eleitoral. O assessor do TSE Paulo César Camarão detalhou aspectos técnicos da criação do sistema eletrônico de votação, e Simone Batalha, assessora do Processo Judicial Eletrônico no TSE, fez uma apresentação para os corregedores sobre o PJe e sua implantação na primeira instância da Justiça Eleitoral.

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