Ajuda humanitária à Venezuela foi queimada pela oposição e não pelas forças de Nicolás Maduro, diz jornal The New York Times

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Enquanto as autoridades americanas acusam o governo de Nicolás Maduro de ter mandado atear fogo a caminhões com ajuda humanitária, o jornal The New York Times mostra que foi a oposição a responsável pelo incidente.

Um vídeo obtido pelo The New York Times permite reconstruir o incidente e mostra que foi um coquetel molotov lançado por um manifestante contra as forças do governo que se tornou a causa mais provável do início do incêndio.

Em certo momento, um artefato incendiário caseiro, feito com uma garrafa, foi lançado contra a polícia venezuelana, que estava bloqueando uma ponte que ligava a Colômbia e a Venezuela para evitar a passagem dos caminhões. Entretanto, o vídeo mostra que o pano usado para acender o coquetel molotov se separa da garrafa, voando em direção ao caminhão.

Em vários segundos, o caminhão fica em chamas. O mesmo manifestante pode ser visto 20 minutos antes, em um vídeo diferente, atingindo outro caminhão com um coquetel molotov, mas sem incendiá-lo.

Para esclarecer a situação, a edição entrou em contato com as autoridades americanas. Elas declararam que “relatos de testemunhas oculares indicam que o incêndio começou quando as forças de Maduro bloquearam violentamente a entrada de assistência humanitária” e não especificaram que tenham sido as forças de Maduro a acender o fogo.

As autoridades americanas também notaram que, quaisquer que fossem as circunstâncias, elas responsabilizam Maduro pelo incidente porque ele bloqueou a entrada dos caminhões naquele dia.

“Maduro é responsável por criar as condições para a violência”, declarou Garrett Marquis, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional. “Seus bandidos bloquearam a entrada de toneladas de alimentos e medicamentos, enquanto milhares de voluntários corajosos procuraram salvaguardar e entregar a ajuda às famílias venezuelanas”.

Em 23 de fevereiro de 2019 a oposição liderada por Juan Guaidó tentou fazer entrar na Venezuela ajuda humanitária que foi rejeitada pelas autoridades legítimas do país. O governo do presidente Maduro declara que as tentativas de entregar ajuda humanitária são uma provocação e são usadas para encobrir a agressão contra o país.

Na chegada, vários caminhões com ajuda foram queimados na fronteira com a Colômbia, enquanto quatro pessoas foram mortas na fronteira com o Brasil, segundo a organização não-governamental venezuelana Fórum Criminal.

O vice-presidente venezuelano Delcy Rodriguez, por sua vez, lembrou que, de acordo com o Direito Internacional Humanitário, a ajuda humanitária é fornecida no caso de desastres naturais, conflitos armados e guerra. Segundo Rodriguez, as alegações sobre a atual crise humanitária no país destinam-se a justificar uma invasão da Venezuela, mas o povo não permitirá isso.

*Com informações da Agência Sputnik Brasil.

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