75% do país rejeita interferência de clã Bolsonaro na Presidência da República; Militares que ocupam função no Governo criticam ascensão dos filhos sobre presidente da República

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Interferência de familiares, políticos ou não, em decisões do Governo é rejeitada por 75% da população brasileira, segundo pesquisa do Instituto MDA.
Interferência de familiares, políticos ou não, em decisões do Governo é rejeitada por 75% da população brasileira, segundo pesquisa do Instituto MDA.
Interferência de familiares, políticos ou não, em decisões do Governo é rejeitada por 75% da população brasileira, segundo pesquisa do Instituto MDA.
Interferência de familiares, políticos ou não, em decisões do Governo é rejeitada por 75% da população brasileira, segundo pesquisa do Instituto MDA.

A interferência de familiares, políticos ou não, em decisões do Governo é rejeitada por 75% da população brasileira, segundo pesquisa do Instituto MDA divulgada nesta terça-feira (26/02/2019). O estudo, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra ainda que mais da metade da população (56,8%) acredita que os filhos de Bolsonaro – Carlos, Flávio e Eduardo – têm influência nas decisões de Jair.

O percentual é baseado em entrevistas realizadas em 137 municípios de 25 unidades federativas brasileiras distribuídos entre as cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%.

Carlos: o vereador medíocre, com síndrome de primeiro ministro

O vereador, Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), esteve no centro das tensões que levaram à saída do ex-secretário-geral da República Gustavo Bebianno.

Já Flávio, que é Senador (PSL-RJ), foi protagonista do primeiro escândalo envolvendo Bolsonaro, ainda no início do Governo. Seu ex-assessor Fabrício Queiroz foi alvo de uma investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações atípicas que somam R$ 1,2 milhões. Eduardo, por sua vez, é Deputado Federal (PSC-SP), mas também deu pitaco em decisões presidenciais assegurando que o diplomata Ernesto Araújo fosse nomeado Ministro das Relações Exteriores.

A participação da família de Bolsonaro nas decisões do Governo é mal avaliada pela população, criticada pela imprensa e já foi questionada até mesmo por aliados do Presidente. O vice Mourão chegou a declarar que o patriarca deve “enquadrar” seus filhos. Apesar disso, as interferências não cessaram.

A mais recente delas ocorreu nesta terça-feira, data de divulgação da pesquisa, quando Carlos cobrou de parlamentares “eleitos por Bolsonaro” uma defesa da reforma da Previdência. E reclamou que “a esmagadora maioria não toca no assunto”. A declaração desagradou o Congresso e foi criticada pelo líder do Democratas na Câmara, Elmar Nascimento (BA). Em resposta, o deputado federal declarou que não vê “autoridade no filho do Presidente para dar pito nem mesmo nos seus companheiros, colegas vereadores da Câmara Municipal, quanto mais em deputado federal eleito pela população”.

Antes disso, Carlos já havia sido protagonista de um tensionamento que levou à demissão do Secretário-Geral da Presidência Gustavo Bebianno. Ele se envolveu na polêmica das candidaturas laranja do PSL reveladas pelo jornal Folha de São Paulo, porque na época das eleições era presidente do partido e responsável pela destinação das verbas de campanha.

Bebianno era braço direito do presidente no período eleitoral e foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro. O filho, conhecido como “pitbull” da família, chegou a divulgar conversas entre seu pai e o ministro, agravando a crise instaurada no Planalto. O resultado foi a queda do ministro, que teve a exoneração publicada no dia 19 de fevereiro, menos de uma semana após ser atacado no Twitter pelo vereador carioca.

Filhos indicam quadros estratégicos

Enquanto Carlos Bolsonaro causou a demissão de um homem do primeiro escalão do Governo, dias antes, durante a montagem do governo, coube a Eduardo ajudar a consolidar o nome de Ernesto Araújo como Ministro das Relações Exteriores.

A influência dos dois também pode ser verificada em atos simbólicos em que os filhos do presidente participaram de eventos oficiais do Governo. No dia 01 de janeiro, Carlos quebrou o protocolo ao desfilar na posse junto com seu pai e a madrasta Michelle Bolsonaro no Rolls-Royce. Eduardo, por sua vez, esteve com o líder do clã em Davos, na Suíça, primeira viagem oficial do Presidente.

Laranjal do PSL

Já a participação do mais velho, Flávio Bolsonaro, marcou o primeiro grande escândalo da família Bolsonaro após a posse. Seu assessor Fabrício Queiroz está sendo investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações suspeitas que somam R$1,2 milhões em um ano. Dentre as transações mapeadas pelo órgão está um depósito de R$24 mil na conta da Primeira Dama Michelle.

Chamado para prestar esclarecimentos ao Ministério Público, Fabrício Queiroz faltou as audiências alegando problemas de saúde, mas concedeu entrevistas no mesmo período. O Coaf também identificou movimentações suspeitas na conta do senador Flávio Bolsonaro, mas as investigações foram suspensas pelo Ministro do STF Luiz Fux atendendo a um pedido do parlamentar.

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