Restrição ao aço brasileiro na UE é resultado das tarifas deo presidente Donald Trump, diz gerente da FIRJAN

Pedro Spadale disse que a restrição imposta pelos europeus tem como pano de fundo o excesso de produção de aço depois que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos produziu um excesso de aço no mercado internacional.
Pedro Spadale disse que a restrição imposta pelos europeus tem como pano de fundo o excesso de produção de aço depois que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos produziu um excesso de aço no mercado internacional.
Pedro Spadale disse que a restrição imposta pelos europeus tem como pano de fundo o excesso de produção de aço depois que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos produziu um excesso de aço no mercado internacional.
Pedro Spadale disse que a restrição imposta pelos europeus tem como pano de fundo o excesso de produção de aço depois que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos produziu um excesso de aço no mercado internacional.

A União Europeia (UE) decidiu no dia 16 de janeiro de 2019 impor restrições sobre as importações de aço brasileiro. A medida passou a valer neste sábado (02/02/2019) e afetará sete tipos de aço produzidos por siderúrgicas no Brasil.

A medida tomada pelo braço executivo da UE visa proteger a produção de países produtores de aço do bloco europeu. Em entrevista, o gerente da área Internacional da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Pedro Spadale, disse que a restrição imposta pelos europeus tem como pano de fundo o excesso de produção de aço depois que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos produziu um excesso de aço no mercado internacional.

“Em março do ano passado o governo Trump colocou muitas barreiras para o mercado americano e quem exportava aço para os Estados Unidos começou a redirecionar as suas vendas para outras regiões do mundo, entre elas a Europa”, afirmou.

Spadale diz que a indústria siderúrgica brasileira teme que, além de não conseguir exportar para a Europa parte de sua produção, o aço europeu acabe entrando no mercado brasileiro por conta das dificuldades encontradas para exportar para os EUA.

“Nós temos um duplo desafio agora no Brasil. Primeiro são esses acessos mais restritos ao mercado europeu e ao mercado americano. Em segundo lugar há o temor de um aumento nas vendas do aço de outros países para o Brasil”, comentou. O mercado europeu foi o destino de 18,1% das exportações brasileiras de aço em 2017. Das sete cotas impostas, a que mais prejudica o Brasil, segundo Spadale, é a de laminados quentes de aço inoxidável.

“É uma cota muito restritiva [para os laminados quentes de aço inoxidável]. É uma cota para o mundo inteiro de 26 mil toneladas e nos parece muito insuficiente. Só o Brasil exporta 14 mil toneladas desse produto para lá, então já é mais da metade da cota”, completou.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota em que criticou a medida e disse que, “tem dialogado com a União Europeia com o objetivo de preservar as exportações das empresas nacionais”.

No ano passado, os Estados Unidos sobretaxaram as importações de aço de outros países. Após gestões do governo, o aço brasileiro ficou fora da medida.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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