Programa Arte de Viver é utilizado como disciplina na Escola Santo Expedito, em Feira de Santana

Com 21 anos de existência, a Escola Santo Expedito, localizada no Bairro Parque Lagoa do Subaé, oferece educação e alimentação para crianças de baixa renda. A construção da escola foi uma iniciativa da professora Maria Eunice de Macedo, que, inconformada com a situação de muitas famílias do bairro, abriu o espaço para oferecer atividades que ocupassem o dia das crianças, e, ao mesmo tempo, que levasse aprendizado.

A população do Bairro foi crescendo, e com isso, a professora precisava de um espaço maior para as crianças. Recebeu apoio da Prefeitura Municipal, na época, para a construção de mais salas e contratação de professores, já que inicialmente quem lecionava era somente Maria Eunice e seus filhos, neste projeto social.

Aumentando as demandas, a escola se tornou uma das mais procuradas no bairro, e agora, contando com atividades culturais, através do Programa Arte de Viver, os alunos aproveitam quase todo o dia, no ambiente escolar, que é o que ajuda alguns pais que precisam trabalhar durante o dia, e precisam deixar seus filhos um em ambiente seguro e ao mesmo tempo, educativo.

Para a fundadora da escola, é uma enorme felicidade receber o Programa Arte de Viver, pois, acredita que a cultura é tão essencial como o português e a matemática, na vida das crianças, e que a inserção da cultura reduz os índices de violência nas comunidades carentes. “Eu sou da opinião de que a arte move montanha, a arte toca no coração do cidadão de maneira que nem uma outra coisa consegue superar. Eu acredito muito na educação com Arte. A educação sem arte é fria, é ausente, é aquela educação que é imposta, não é prazerosa, e quando você coloca a arte nas escolas, a arte humaniza, dá a condição de entender o outro, te dá condição de respeitar mais o outro, ela dá condição do cidadão entender o lugar dele na sociedade” explica.

“As atividades são incluídas como matéria, até porque trabalham além do conhecimento de determinadas áreas. O aluno que faz teatro lê um texto, ele é incentivado à entender, para fazer a peça. No ballet, a criança vai aprender sobre coordenação motora, sobre comandos do nosso corpo. Isso é o que dá o respeito à criança, ao cidadão; valorização, a liberdade de pensar, de criar, a liberdade de evoluir com a arte e a arte dá essa oportunidade” pondera

A diretora ainda explica que os alunos amam estar ali e ter a oportunidade de vivenciar a cultura, pois, é algo que não é barato e o governo disponibiliza de forma prática para as comunidades. Ainda expõe que a cultura deveria ser matéria para todas as escolas e não utilizada como algo a mais “A arte deve ser mais valorizada, mais orientada, inserida muito mais na comunidade, se você inserir muito mais arte, vai ter muito menos violência” completa.

Além de receber as crianças na escola, a diretora ainda proporciona alimentação para as elas e suporte para os pais que precisam trabalhar durante o dia, e não tem com quem deixar seus filhos. Em um turno as crianças estudam, e no turno oposto ainda podem participar mais um pouco das aulas de ballet, capoeira ou teatro, que são ofertadas na escola.

Mantido pela Prefeitura Municipal, através da Fundação Egberto Costa, o Programa Arte de Viver já funciona em dez localidades, contando com o Maestro Miro, 3 Centros de Arte e Esportes Unificados, associações comunitárias, e escolas municipais da cidade.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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