Petrobras decide hibernar fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe

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Vista das instalações industriais da FAFEN, em Camaçari.
Vista das instalações industriais da FAFEN, em Camaçari.
Vista das instalações industriais da FAFEN, em Camaçari.
Vista das instalações industriais da FAFEN, em Camaçari.

A Petrobras, em continuidade ao comunicado ao mercado divulgado em 30 outubro de 018, informa que iniciou nesta sexta-feira (01/02/2019) o processo de hibernação da fábrica de fertilizantes em Sergipe (FAFEN  Sergipe) e que segue com o processo licitatório para arrendamento desta unidade, assim como da unidade na Bahia (FAFEN Bahia), aguardando propostas dos potenciais interessados.

Em 2017, a Petrobras, coerente com sua estratégia de gestão de portfólio, decidiu pela saída do negócio de fertilizantes em função da persistência de significativos prejuízos e consequente destruição de valor decorrente da operação desses ativos. Nesse contexto, cancelou um projeto,  paralisou a construção de outro e está negociando sua venda, iniciou o processo de desinvestimento da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e optou pela hibernação das fábricas Fafen-BA e Fafen-SE, para as quais não houve manifestação de interesse por parte de potenciais compradores, conforme anunciado em 20 de março de 2018 e alinhado ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 e ao objetivo de maximização de valor para seus acionistas, o que inclui sua controladora, a sociedade brasileira.

A companhia ofereceu aos empregados lotados na Fafen-SE oportunidades de movimentação interna que conciliem perfis e perspectivas pessoais com as necessidades da empresa. Um efetivo mínimo permanecerá em rotina operacional com o objetivo de garantir a integridade e a segurança das instalações.

Desde março de 2018, a Petrobras vem tratando da hibernação com autoridades e entidades representativas, de forma que potenciais efeitos negativos sobre as economias da Bahia e Sergipe sejam minimizados.

Assim, atualmente, mais de 80% do mercado de ureia, principal produto do segmento de nitrogenados, já é atendido por importações. Com respeito ao mercado de amônia, em que a Petrobras responde por 30% da oferta, a companhia está investindo em infraestrutura de logística no porto de Aratu (BA) para viabilizar o atendimento de clientes localizados no Polo de Camaçari e no curto prazo continuará a satisfazer a demanda através venda de seus estoques remanescentes.

Finalmente, a Petrobras negociará uma opção para o cliente de CO2, fabricante de bicarbonato de sódio grau de hemodiálise para assegurar o fornecimento de matéria prima durante um período de transição, o que inclusive poderá envolver gastos para a companhia até o limite de R$ 9 milhões.

Para mitigar o impacto social na região de Laranjeiras (SE), a Petrobras está desenvolvendo  um plano de projetos sociais em associação com instituições de ensino, com investimentos previstos no valor de R$ 26 milhões para o período de 2019 a 2022, dispêndios que equivalem a mais de duas vezes a estimativa da arrecadação anual de impostos (ISS e ICMS) originada pelas operações da Fafen-SE  para o município de Laranjeiras.

Em relação à fábrica de fertilizantes na Bahia (Fafen-BA), permanece a intenção de sua hibernação e também do processo licitatório de arrendamento. No entanto, a companhia foi intimada, ontem, de decisão liminar em ação proposta pelo SINPEQ, suspendendo a sua hibernação, e tomará as medidas judiciais cabíveis para reverter esta decisão.

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