Parlamento Europeu reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela

Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela.
Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela.
Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela.
Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela.

O Parlamento Europeu reconheceu nesta quinta-feira (31/01/2019) o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como “único presidente interino legítimo do país” até que novas eleições livres sejam realizadas, instando os membros da União Europeia (UE) a fazerem o mesmo.

A resolução foi aprovada com 439 votos a favor, 104 contra e 88 abstenções em uma sessão especial em Bruxelas. Em comunicado, a entidade afirmou que Guaidó é o presidente legítimo “de acordo com a Constituição da Venezuela” e que a Assembleia Nacional, por ele presidida, é o único órgão democrático legítimo do país.

A resolução pede que a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e os países-membros da UE reconheçam Guaidó “até que seja possível convocar novas eleições presidenciais livres, transparentes e críveis para restaurar a democracia” na Venezuela.

O Parlamento Europeu também condenou a repressão a protestos e a violência no país, que resultou em 40 mortes entre 21 e 26 de janeiro de 2019, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, o texto inclui uma emenda introduzida na última hora para exigir a libertação imediata dos jornalistas detidos no país.

Embora a UE conteste a legitimidade das eleições de maio de 2018, quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro obteve um segundo mandato, o bloco tem se mostrado relutante em reconhecer Guaidó da mesma forma que fizeram os Estados Unidos e países latino-americanos. Isso porque, apesar de ter prometido convocar novas eleições, Guaidó se autoproclamou presidente, o que poderia se tornar um precedente perigoso.

O Reino Unido, a França, a Alemanha e a Espanha, contudo, afirmaram no último sábado que reconheceriam Guaidó caso Maduro não convocasse eleições em oito dias.

A exigência foi rejeitada por Maduro. “Os líderes da Europa são bajuladores, ajoelhados atrás das políticas de Donald Trump”, disse.

O governo Trump anunciou nesta semana sanções contra a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA) com o objetivo de limitar as exportações de petróleo do país para os Estados Unidos e pressionar Maduro a renunciar ao cargo. Em entrevista ao jornal alemão Bild, Guaidó apelou à Alemanha e à UE que também sancionem Maduro.

Maduro e Guaidó vêm disputando o apoio das Forças Armadas. O líder oposicionista, que já obteve amplo apoio internacional, ofereceu anistia a soldados que aceitem se juntar a ele.

*Com informações do DW.

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