Na Bahia, vendas do varejo caem 8,4% de novembro para dezembro e fecham 2018 no negativo -0,1%

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Dados do IBGE sobre vendas no varejo, referentes ao ano de 2018.
Dados do IBGE sobre vendas no varejo, referentes ao ano de 2018.
Dados do IBGE sobre vendas no varejo, referentes ao ano de 2018.
Dados do IBGE sobre vendas no varejo, referentes ao ano de 2018.

Em dezembro de 2018, as vendas do varejo na Bahia voltaram a recuar de forma significativa (-8,4%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (que desconsidera, por exemplo, o Natal), após o forte crescimento que havia sido registrado em novembro (12,0%).

No país como um todo, de novembro para dezembro, o varejo também teve queda (-2,2%), com quase todos os estados apresentando resultados negativos – à exceção da Paraíba, onde as vendas tiveram variação positiva de 0,4%. O resultado do varejo baiano nessa comparação (-8,4%) foi o terceiro pior, acima apenas de Acre (-12,6%) e Amapá (-11,9%).

Frente ao mesmo mês de 2017, em dezembro/18 as vendas na Bahia também caíram (-0,5%), depois dos crescimentos registrados em outubro (0,1%) e novembro (5,1%). Nessa comparação, o estado também teve resultado pior que o do país como um todo (+0,6%).

Dezembro de 2018 foi melhor que o de 2017, para o varejo, em 16 dos 27 estados, com destaques positivos para Roraima (9,2%), Santa Catarina (6,4%) e Espírito Santo (5,0%). Por outro lado, as vendas caíram mais em Minas Gerais (-6,7%), no Distrito Federal (-5,7%) e no Piauí (-5,5%).

O desempenho do varejo baiano no fim do ano contribuiu para que o setor fechasse 2018 com mais uma variação negativa (-0,1%). Foi o quarto ano seguido de quedas nas vendas do comércio varejista como um todo no estado. Os recuos seguidos começaram em 2015 (-8,0%), chegaram a seu ponto mais baixo em 2016 (-12,1%) e se mantiveram, embora com forte desaceleração do ritmo de queda, em 2017 (-0,3%) e 2018 (-0,1%).

No país como um todo, as vendas do comércio varejista cresceram em 2018 (2,3%) pelos segundo ano consecutivo. O movimento de recuperação foi seguido por 19 dos 27 estados, com destaques para Santa Catarina (8,1%), Espírito Santo (7,7%) e Acre (7,6%). Por outro lado, Distrito Federal (-3,6%), Amapá (-1,6%) e Pernambuco (-0,8%) tiveram os piores resultados.

Vendas de combustíveis (-13,2%) caem pelo 4º ano seguido e são principal influência negativa para o resultado do varejo baiano em 2018 (-0,1%)

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, embora o volume de vendas em geral tenha fechado 2018 com um leve recuo (-0,1%), a maior parte das atividades do varejo restrito (que desconsidera as vendas de automóveis e material de construção) teve desempenho positivo na Bahia.

A variação negativa do setor, no ano passado, foi consequência de quedas nas vendas em 3 dos 8 segmentos investigados: combustíveis e lubrificantes (-13,2%); tecidos, vestuário e calçados (-6,6%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-15,1%).

Fechando o quarto ano consecutivo em queda (desde 2015) e com a segunda maior retração entre os segmentos, os combustíveis foram a principal influência negativa para o varejo do estado, em 2018. As vendas dessa atividade caíram em todos os meses do ano passado, refletindo em grande parte a alta nos preços.

Com a segunda maior contribuição negativa, as vendas de vestuário voltaram a cair em 2018, após terem crescido 4,8% em 2017. Ao longo do ano passado, o segmento teve apenas um resultado positivo, em março (3,0%).

Já as vendas de livros apresentaram a maior queda dentre os segmentos, refletindo as dificuldades por que passam as grandes redes de livrarias do país. Na Bahia, esse segmento caiu seguidamente em todo o segundo semestre de 2018, com recuos significativos, que chegaram -51,5% em novembro e -48,7% em dezembro.

Vendas dos hiper e supermercados voltam a crescer (1,0%) após três anos em queda e ajudam a segurar recuo do comércio no estado

Entre as atividades com crescimento nas vendas em 2018, na Bahia, os destaques positivos, em termos de magnitude da taxa, foram para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,0%).

Por sua importância na estrutura da receita do varejo restrito no estado, os outros artigos de uso pessoal e doméstico foram a principal influência positiva no desempenho geral das vendas em 2018, seguidos pelo segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%).

As vendas nos supermercados voltaram a crescer na Bahia após três anos seguidos em retração, apresentando resultados positivos mês a mês desde agosto de 2018.

Já os outros artigos de uso pessoal e doméstico tiveram seu segundo ano consecutivo de avanço no estado, com crescimento das vendas em todos os meses de 2018, na comparação com 2017. Essa atividade reflete as compras em lojas de departamento e parte expressiva do varejo eletrônico (grandes sites de vendas).

Os artigos farmacêuticos tiveram, em 2018, o primeiro aumento das vendas após recuar seguidamente desde 2015, refletindo também uma sucessão de taxas positivas ao longo de todos os meses do ano passado.

Vendas do varejo ampliado na BA (com veículos e material de construção) caem entre novembro e dezembro (-4,2%), mas fecham 2018 em alta (1,5%)

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado (que engloba o varejo restrito mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado) também recuaram tanto entre novembro e dezembro (-4,2%) quanto na comparação dezembro 18/ dezembro 17 (-1,9%).

Apesar dos resultados negativos no fim do ano, o varejo ampliado baiano fechou 2018 com alta de 1,5%, influenciado pelo desempenho positivo das vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, que cresceram 6,7% no ano. O segmento de material de construção encerrou 2018 em queda (-0,6%).

Apesar de mostrar um resultado positivo e melhor que o do varejo restrito, em 2018 o varejo ampliado na Bahia teve um desempenho ainda bem abaixo da média nacional (5,0%) e apresentou o menor crescimento entre os estados, empatado com o Rio de Janeiro (1,5%).

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