Governo Rui Costa inaugura duas classes hospitalares no Bairro de Cajazeiras, em Salvador

Fachada do Instituto Couto Maia. Unidade de saúde fica situada no Bairro de Cajazeiras, em Salvador.

Fachada do Instituto Couto Maia. Unidade de saúde fica situada no Bairro de Cajazeiras, em Salvador.

Com o objetivo de garantir o acesso à educação para estudantes que estão fazendo tratamento e não podem deixar o ambiente médico, a Secretaria da Educação do Estado inaugurou, nesta quarta-feira (20/02/2019), duas classes hospitalares nos hospitais Eládio Lassere e Instituto Couto Maia, ambos no Bairro de Cajazeiras, em Salvador, beneficiando mensalmente uma média de 400 estudantes. A inauguração contou com a presença do secretário Fábio Vilas-Boas e outros representantes do Estado.

Internada há um mês para tratar de uma doença, Laizier Rocha comemorou a possibilidade de continuar estudando. “Eu tinha me matriculado, mas tive uma recaída e infelizmente precisei voltar ao internamento. Eu fiquei tão feliz de descobrir hoje que vou poder continuar estudando. Esse ambiente é pesado e mentalmente muito cansativo, estava precisando ocupar minha mente com algo positivo. Acho que essa modalidade vai ser fundamental para outras pessoas numa situação como a minha”.

Na capital, também já está em funcionamento a Classe Hospitalar do Hospital Geral Roberto Santos, inaugurada em junho de 2018. A iniciativa faz parte do Serviço de Atendimento à Rede em Ambiências Hospitalares e Domiciliares (SARAHDO), que já beneficiou 2.182 estudantes em Salvador, Ilhéus, Itabuna e Feira de Santana. O programa leva professores da rede estadual para dar aulas dentro dos hospitais, possibilitando que os alunos continuem os seus estudos. O projeto também atende em domicílio aqueles estudantes que, igualmente, estão impedidos de frequentar a escola.

Para o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues, a “modalidade busca atender as necessidades específicas desses alunos, porque não podemos trabalhar com a mesma lógica de uma sala de aula. Para obtermos resultados eficientes, precisamos respeitar as especificidades que encontramos aqui com um tempo de aula mais adequado, diferentes formas de abordagem e acompanhamento. São alunos que precisam de um atendimento especial, para isso buscamos uma parceria muito bem alinhada entre nossos professores e os hospitais que nos recebem, oferecendo todas as condições para que os estudantes não se desliguem da escola mesmo durante o tratamento”.

Além de garantir o direito à educação dos pacientes, a iniciativa também ajuda no tratamento, como explica o diretor do Hospital Eládio Lassere, Fábio Renan. “É muito importante para os pacientes porque, em muitos casos, além dos sintomas das doenças que possuem, eles somatizam preocupações e debilitações psicossomáticas que atrasam a recuperação. Iniciativas assim melhoram e muito o tratamento e o resultado a gente consegue perceber claramente com a diminuição significativa no tempo de tratamento”.

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