Feira de Santana: Programa Arte de Viver oferece aulas de balé para meninas com transtorno do espectro autista

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Um grupo de 30 mães de autistas também se inscreveram em oficinas de dança.
Um grupo de 30 mães de autistas também se inscreveram em oficinas de dança.
Um grupo de 30 mães de autistas também se inscreveu em oficinas de dança.
Um grupo de 30 mães de autistas também se inscreveram em oficinas de dança.

Meninas, de três a 15 anos, com transtorno do espectro autista matriculadas no Programa Arte de Viver formarão uma das primeiras turmas de estudantes de balé que se tem notícia em toda Bahia. O projeto será oficialmente apresentado à comunidade nesta quarta-feira (27/02/2019), no Centro de Cultura Maestro Miro, em Feira de Santana.

A decisão da Fundação Cultural Egberto Costa, que oferece as oficinas realizadas no CCMM, tem como meta, entre outros fins, a socialização destas crianças, bem como viabilizar os seus desenvolvimentos e que elas busquem um percurso de vida considerado normal pela ciência.

Inicialmente, o núcleo experimental terá dez alunas. Mas os planos são de expansão da quantidade, à medida em que os resultados das novas metodologias focadas nos autistas forem analisados. “Será uma colorida colcha de retalhos que será costurada aos poucos”, diz o experiente professor de balé, Adauto Silva.

Analisa que o projeto será desafiante, mesmo já trabalhado com crianças portadoras de síndrome de Down. “E o primeiro deles será a construção do vínculo com elas”. Ele destaca que não será uma turma inclusivista, visto que é uma turma exclusiva para este público. A superação vai estar presente no tablado em todas as aulas.

“E com suas metodologias específicas para estas crianças”, diz o professor. E complementa que uma equipe multissetorial vai atuar conjuntamente – nutricionista, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, assistente social, psicopedagoga e educador físico, mais musicoterapeuta, que vai elaborar músicas para mantê-las calmas.

Adauto Silva disse que há algum tempo vem trabalhando no material pedagógico que será aplicado nas oficinas, com aulas temas. A primeira vai acontecer depois do carnaval, revelou, será “Pombinha branca”. “Estamos estudando muito para saber como manter as crianças focadas nas aulas”.

A presidente do Instituto Família Azul, Cíntia de Souza, outro desafio para o professor é que em meninas, o transtorno de espectro autista é mais severo do que em meninos, daí elas involuntariamente se movimentam se comparada a meninos. “Mas esta é uma iniciativa das mais elogiáveis. O professor e a Fundação Cultural estão de parabéns, porque esta pode ser uma janela para a independência delas e para melhorar a qualidade de vidas”.

Para a fonoaudióloga Daniela Pinheiro, dança e música farão diferenças nas vidas das crianças que participarão das oficinas. “A dança vai socializa-las e contribuir positivamente para seus desenvolvimentos”.

Um grupo de 30 mães de autistas também se inscreveu em oficinas de dança. Para a professora Maristela Lima Matos, além de estarem trabalhando a autoestima. “Aqui estamos realizando alguns sonhos de infância e adolescência”.

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