Em 2018, desocupação voltou a crescer na Região Metropolitana de Salvador

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Tabela apresenta dados do IBGE sobre ocupação, compreendendo o período de 2012 a 2018.
Tabela apresenta dados do IBGE sobre ocupação, compreendendo o período de 2012 a 2018.
Tabela apresenta dados do IBGE sobre ocupação, compreendendo o período de 2012 a 2018.
Tabela apresenta dados do IBGE sobre ocupação, compreendendo o período de 2012 a 2018.

No 4º trimestre de 2018, a taxa de desocupação na Bahia ficou em 17,4% maior que as verificadas no 3º trimestre (16,2%) e no 4º trimestre de 2017 (15,0%). Foi a segunda maior taxa entre os estados, abaixo apenas da do Amapá (19,6%) e ficou bem acima da média nacional (11,8%).

Assim, no ano de 2018, a taxa média de desocupação no estado ficou em 17,0%, praticamente igual à de 2017 (16,9%) e a maior da série da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

Foi também a segunda maior taxa de desocupação do país, empatada com a de Alagoas (17,0%) e menor apenas que a do Amapá (20,2%). Em 2018, no Brasil, a taxa média de desocupação foi de 12,3%.

Salvador teve taxa de desocupação de 15,3% no 4º trimestre de 2018, menor que a do trimestre anterior (16,1% no 3º tri/18), mas acima do apurado no 4º trimestre de 2017 (13,6%).

No ano de 2018, a capital teve taxa de desocupação média de 16,1%, acima da de 2017 (14,8%) e a segunda maior da série histórica – abaixo apenas da taxa de 2016 (17,1%). Assim, no ano passado, o município voltou a subir um pouco no ranking do desemprego, da 9ª taxa mais alta entre as capitais, em 2017, para a 7ª no ano passado.

A RM Salvador também apresentou redução na taxa de desocupação do 3º trimestre de 2018 (18,1%) para o 4º trimestre (17,3%), mas teve aumento nesse indicador em relação ao 4º trimestre de 2017 (16,5%).

Assim, fechou 2018 com uma taxa de desocupação média 18,7%, acima da de 2017 (18,0%) e a segunda maior da série histórica (abaixo apenas dos 19,1% de 2016). Com a piora nesse indicador, a RM Salvador também voltou a subir no ranking da desocupação entre as regiões metropolitanas, do 4º lugar em 2017 para o 2º em 2018, abaixo apenas da RM Macapá (19,7%).

Em 2018, número de pessoas trabalhando na Bahia (5,968 milhões) foi o mais baixo desde 2012; desalentados batem recorde e chegam a 820 mil

Na Bahia, no ano de 2018, houve uma leve redução do número de pessoas trabalhando (população ocupada) em relação a 2017. Elas passaram de 6,006 milhões de pessoas para 5,968 milhões nesse período (menos 39 mil pessoas em média), chegando ao menor patamar da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

Foi a terceira queda anual consecutiva da população ocupada no estado, que acumula uma perda de 577 mil postos de trabalho desde 2015.

O número de pessoas desocupadas (que não estavam trabalhando e procuraram trabalho) também teve discreta queda na Bahia entre 2017 (1,224 milhão) e 2018 (1,222 milhão). Esse grupo, porém, cresceu em 474 mil pessoas desde 2014, quando havia atingido seu menor patamar (748 mil desocupados, naquele ano).

A estabilidade na taxa de desocupação entre 2017 e 2018, no estado, teve contribuição importante das pessoas que estão fora da força de trabalho, ou seja, não estão trabalhando nem procurando trabalho. Esse grupo cresceu de 5,069 milhões para 5,194 milhões de pessoas (mais 125 mil), de um ano para o outro.

Dentre os que estão fora da força de trabalho, os desalentados se tornaram ainda mais numerosos em 2018, na Bahia. Eles chegaram a 820 mil pessoas, quebrando o recorde de 2017 (654 mil) e se mantendo pelo sétimo ano como o maior contingente do país. No Brasil como um todo, em 2018, havia 4,736 milhões de desalentados.

A população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Em 2018, carteira assinada volta a diminuir na Bahia e tem novo recorde negativo, beneficiando 1,515 milhão de empregados do setor privado

Em 2018, o número de empregados no setor privado com carteira assinada na Bahia voltou a cair e chegou a 1,515 milhão de pessoas, batendo o recorde negativo de 2017 (1,555 milhão) e assumindo o mais baixo patamar desde o início da série histórica da PNAD Contínua (em 2012).

Por outro lado, o número de empregados sem carteira no estado cresceu pelo segundo ano consecutivo, chegando a 1,066 milhão de pessoas, 69 mil a mais que em 2017, quando esse grupo somava 997 mil trabalhadores. O total de empregados sem carteira em 2018, no estado, foi o segundo maior da série da PNAD Contínua, menor apenas que aquele de 2012 (1,112 milhão de pessoas).

Diferentemente do que aconteceu com o Brasil como um todo e em 21 dos 27 estados, o número de trabalhadores por conta própria caiu na Bahia entre 2017 (1,836 milhão de pessoas) e 2018 (1,765 milhão), chegando no ano passado ao seu menor patamar desde o início da série histórica da PNAD Contínua (2012).

Em 2018, número de trabalhadores cresce mais na administração pública (+30 mil) e tem maior queda no ramo de informação e comunicação (-34 mil)

Em 2018, na Bahia, houve redução no número de pessoas trabalhando em 7 dos 10 grupos de atividades profissionais investigados.

O saldo da ocupação foi positivo na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, de 1,017 milhão de ocupados em 2017 para 1,047 milhão em 2018 (+30 mil pessoas trabalhando); no segmento de Alojamento e alimentação, de 399 mil ocupados para 418 mil (+19 mil); e no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, de 1.185 milhão de pessoas ocupadas para 1,195 milhão (+10 mil).

O setor com o maior saldo negativo em postos de trabalho foi o de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, onde o número de pessoas ocupadas caiu de 475 mil em 2017 para 442 mil em 2018 (-34 mil trabalhadores). Em seguida vieram os segmentos de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, de 974 mil ocupados para 950 mil (-25 mil); e Transporte, armazenagem e correio, de 288 mil ocupados para 274 mil (-13 mil).

Em 2018, na Bahia, houve redução no número de pessoas trabalhando em 7 dos 10 grupos de atividades profissionais investigados.

Em média, no ano de 2018, o rendimento médio real dos baianos que trabalhavam (R$ 1.556) teve um leve aumento de 3,4% em relação a 2017 (quando havia sido de R$ 1.506). Apesar de discreto, foi o segundo aumento real consecutivo, ainda que menor do que o verificado entre 2016 e 2017 (+5,8%).

Entre 2018 e 2017, também foram registradas aumentos do rendimento médio real na capital (+8,9%, de R$ 2.370 para R$ 2.580) e na região metropolitana de Salvador (+6,7%, de R$ 2.220 para R$ 2.369).

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