‘Laranja’ revela mensagens que provam corrupção do partido de Bolsonaro; Cleuzenir Barbosa foi pressionada a devolver R$ 30 mil de verba pública de sua campanha para assessor do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio

Marcelo Henrique Teixeira Dias, ministro do Governo Bolsonaro.
Marcelo Henrique Teixeira Dias, ministro do Governo Bolsonaro.
Marcelo Henrique Teixeira Dias, ministro do Governo Bolsonaro.
Marcelo Henrique Teixeira Dias, ministro do Governo Bolsonaro.

Preciso que você transfira 30 mil reais pra conta da gráfica”. Foi assim que Haissander de Paula, assessor parlamentar do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), pediu de volta metade da verba pública aplicada na campanha mal sucedida a deputada estadual da aposentada Cleuzenir Barbosa em Minas Gerais. Ela é uma das candidatas laranjas do PSL, partido de Bolsonaro. As informações foram reveladas nesta quarta-feira (20/02/2019) pela Folha de S. Paulo.

A aspirante a parlamentar entregou ao Ministério Público trechos de conversas em que o laranjal do partido do PSL é desmascarado (Veja abaixo). Haissander de Paula, que foi assessor de Marcelo Álvaro Antônio de dezembro de 2017 ao início deste ano, fez pressão para que Cleuzenir fizesse a transferência para a gráfica de um irmão de Roberto Soares, que também foi assessor e coordenador de campanha do atual ministro.

As mensagens apresentadas confrontam a versão apresentada por Marcelo Álvaro Antônio e expõe ainda mais um escândalo de corrupção do desgoverno Bolsonaro.

Cleuzenir, que teve apenas 2.097 votos, afirma não ter aceitado o esquema e se mudou para Portugal por medo de retaliações por parte de aliados do ministro.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, ela afirmou: “Me mudei exclusivamente por causa dessa situação. Peço para as mulheres que denunciem. Não fiquem caladas, se exponham, sim. Eu vou entrar com pedido de proteção à vítima. Esse povo é perigoso. Hoje eu sei, eles são uma quadrilha de bandidos.”

Laranjal

Este é o segundo laranjal deflagrado no governo Bolsonaro em 51 dias de mandato. No outro caso — que levou à exoneração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno — a candidata à deputada estadual Maria de Lourdes Paixão, que teve apenas 274 votos, recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público e gastou R$ 380 mil em uma gráfica com endereço de fachada e sem máquinas para impressões em grande escala.

O caso que terminou com a queda de um ministro revelou também a influência dos filhos de Bolsonaro, em especial de Carlos, em seu mandato e a queda de braço que ocorre nos bastidores de seu governo.

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