Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima é alvo de mandado judicial

Jalser Renier Padilha, Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima.
Jalser Renier Padilha, Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima.
Jalser Renier Padilha, Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima.
Jalser Renier Padilha, Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima.

Promotores do Ministério Público de Roraima (MP-RR) e agentes da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriram, hoje (02/02/2019), mandados judiciais de busca e apreensão na Assembleia Legislativa de Roraima. O Ministério Público estadual ainda não informou os objetivos da ação.

Entre os alvos da operação estão o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Jalser Renier (Solidariedade). Os policiais estiveram no gabinete e na casa de Renier, que ainda não se pronunciou.

Em nota, a Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa confirmou ter atendido “ao cumprimento de uma decisão judicial de busca e apreensão de documentos relacionados a processos administrativos” na manhã de hoje. Esclarece, ainda, que a documentação apreendida diz respeito a processos administrativos datados dos anos de 2013 e 2014, “os quais já estavam em posse do Ministério Público de Roraima desde meados de 2016”. Por fim, a Assembleia Legislativa informa estar “disponível para prestar todas as informações solicitadas pela Justiça”.

A assessoria da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal confirmou que disponibilizou agentes ao MP estadual, inclusive para apoiar o policiamento ao redor da Assembleia Legislativa. Procurado pela reportagem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda não se manifestou sobre a participação da Força Nacional na ação estadual.

A chapa encabeçada por Renier foi eleita ontem (1) para compor a Mesa Diretora que conduzirá os trabalhos da Assembleia Legislativa até o fim do próximo ano, reconduzindo o deputado à presidência da Casa.

Roraima esteve sob intervenção federal entre os dias 10 de dezembro e ontem (1º), quando o governador eleito Antonio Denarium (PSL), e o vice-governador, Frutuoso Lins (PTC), foram empossados. A justificativa para a intervenção foi a crise financeira que o estado enfrenta que levou ao governo estadual a atrasar o pagamento de salários a servidores públicos.

Na última sexta-feira (28), o então presidente Michel Temer publicou um decreto presidencial prorrogando até março de 2019 o emprego das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em abrigos e atividades relacionadas ao acolhimento dos refugiados venezuelanos no estado. A primeira GLO entrou em vigor em 28 de agosto, após um conflito entre moradores de Pacaraima e imigrantes venezuelanos que retornaram às pressas à Venezuela.

*Com informações da Agência Brasil.

Carlos Augusto
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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).