O humor vai destruir o mal? | Por Aemulus Máximus

Presidente Jair Messias Bolsonaro comanda desgoverno do Brasil.
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Durante os regimes fascistas ditatoriais se torna fundamental o papel dos humoristas, chargistas e cartunistas para revelar o quanto de grotesco, ignorante, caricato e monstruoso é o autoritarismo.

Um ícone na luta contra a Ditadura do Estado Novo (1937 – 1945) foi o jornalista e chargista Aparício Torelly, o Barão de Itararé que, cansado de ser preso com truculência pela polícia política varguista, criou o lema que até hoje adorna muita porta de escritório pelo Brasil:

– Entre sem bater.

Quando da instauração da Ditadura Militar (1964 – 1985), destacou-se no humorismo político o jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que criou a série FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País, para ridicularizar as sandices do regime autoritário da época, com livros 📚 de engenharia hidráulica com o título “Bombas” sendo queimados em praça pública e professores 👨‍🏫 que o tinham recomendado severamente torturados como “terroristas”.

Uma importante referência na luta do humor contra a Ditadura de 1964 é o cartunista Henfil, na fase posterior ao golpe.

Na ditadura bolsonarista que se inicia a verve e criatividade dos humoristas já se manifesta, o que não é difícil – de tão grotesca que é esta “nova ordem” e seus personagens malignos e fanfarrões.

O amor destrói o ódio. O humor destruirá o mal?

*Aemulus Máximus, cientista social e defensor dos direitos humanos.

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Sobre Carlos Augusto 9528 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).