Novos parlamentares compartilham gabinete para reduzir gastos

 Em um mundo cada vez mais globalizado, compartilhar é a palavra do momento. Compartilhar o mesmo carro, a mesma bicicleta… e porque não o mesmo escritório? E pensando nisso, alguns novos parlamentares, que foram eleitos em 2018, decidiram aderir a esse novo modelo.  A ideia é unir pessoas de diferentes gabinetes num mesmo espaço. Um verdadeiro coworking no Congresso Nacional. A estrutura é formada por uma parte das equipes da deputada Tabata Amaral, do PDT de São Paulo, do senador Alessandro Vieira, da REDE de Sergipe, e do deputado Felipe Rigoni, do PSB do Espirito Santo. Os três são integrantes do Acredito, um movimento de renovação política criado por jovens com a finalidade de lutar pela diminuição das desigualdades e mudar a forma de se fazer política.

 Felipe Rigoni – Deputado Federal, PSB/ES

O deputado Felipe Rigoni, explica que o valor economizado na startup política, pode voltar para o Governo Federal e ser aplicado em benefícios diretos à população.

“O valor que se economiza ele volta pra Câmara e ele pode sim voltar pra população em algum tipo de benefício, desde que no fim de cada ano a Câmara devolva o que foi economizado pro Executivo. E aí isso pode ser convertido em política pública”.

Além de optar pela estrutura de gabinete compartilhado, os três parlamentares decidiram convocar seus funcionários por meio de um programa de seleção de talentos. O objetivo é montar um time de pessoas altamente capacitadas para apoiá-los na gestão dos seus mandatos. A iniciativa também visa economizar recursos com a contratação de pessoas para trabalharem juntas em demandas comuns aos três parlamentares, como explica a deputada Tabata Amaral, que espera economizar pelo menos 20 por cento da verba de gabinete.

Tabata Amaral – Deputada Federal, PDT/SP

“Tem algumas vagas que geralmente os gabinetes não conseguem contratar por que são mais caras. Então, por exemplo: alguém que faça a fiscalização do Governo Federal, alguém que seja cientista de dados e consiga analizar com profundidade os orçamentos apresentados, alguém que faça acompanhamento das comissões, dos ministério… e a gente viu que se a gente compartilhasse essas vagas mais especializadas não ficariam tão caras pra cada gabinete e o nosso trabalho não só de legislar, mas também de representar as pessoas e de fazer a fiscalização do executivo seria de fato implementada”.

 Falando em números reais, o senador Alessandro Vieira, afirma que durante o seu mandato de oito anos, a economia com o gabinete compartilhado pode chegar a 4 milhões e meio de reais. Ele pretende apresentar ao Congresso uma proposta para incentivar que os parlamentares também possam economizar e aplicar mais recursos nos estados que representam.

 Alessandro Vieira – Senador, Rede/SE

“Eu tenho certeza que vai ser uma ferramenta que vai motivar muita gente que hoje não economiza a economizar porque vai conseguir fazer mais pelos seus eleitores”.

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