FMI reduz previsão de crescimento econômico mundial

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Gráfico econômico.
Gráfico econômico.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou suas previsões para economia nesta segunda-feira (21/01/2019), no Fórum de Davos, apontando mais uma vez uma baixa no crescimento. As razões são um menor dinamismo da atividade no segundo semestre de 2018, além de tensões comerciais e aumento de riscos políticos.

O Brasil, que começou o ano com a posse de Jair Bolsonaro, primeiro presidente da extrema direita, aumentou 0,1 ponto em sua previsão para 2019, segundo FMI, um aumento na faixa de 2,5%. Em 2020, a previsão de crescimento é de 2,2%. O país atraiu menos recursos do exterior no ano passado, segundo dados divulgados antes do Fórum de Davos.

O fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no país caiu 12% em 2018 – foram US$ 59 bilhões, contra US$ 68 bilhões em 2017. Com isso, o país agora é o 9° na lista dos mais atrativos para investimentos diretos no mundo. Em 2017, ele era o 5°. Os dados são da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), que atribuiu essa queda à ”desafiadora situação econômica e incertezas eleitorais”. Os dados da agência mostram que a redução dos investimentos para o mundo como um todo foi de 19%.

A Pesquisa Global Anual realizada pela PriceWaterHouse Coopers (PwC) mostrou que 30% dos 1.378 executivos entrevistados pela instituição em 90 países acham que a economia internacional vai reduzir o passo. No ano passado, eles somavam apenas 5%. É a pior queda nas expectativas em 22 anos. Dentro desse contexto, Jair Bolsonaro terá de mostrar que o Brasil é um país confiável, no qual vale à pena investir.

No resto da América Latina, as previsões também foram revistas em baixa de 0,2 ponto para os próximos dois anos: 2,0% em 2019 e 2,5% em 2020. O FMI previu uma redução para o México de 0,4 ponto neste ano (2,1%) e de 0,5 ponto no ano que vem (2,2%), por causa da queda no investimento privado.

Economia europeia não vai bem

De modo geral, a expectativa agora é de um crescimento de 3,5% este ano, 0,2 ponto percentual a menos do que a estimativa de outubro passado, que já havia sido reduzida. Apesar de manter as estimativas de crescimento para as duas maiores economias – Estados Unidos e China – e de rever em alta a previsão do Japão, o FMI é bem mais pessimista para a zona do euro: 1,6%, contra 1,9% estimado anteriormente.

A Alemanha sofreu a maior revisão para baixo, com crescimento esperado de 1,3% (-0,6 ponto), seguida pela Itália (-0,4 ponto para 0,6%) e França (-0,1 ponto para 1,5%). A Alemanha é afetada por sua fraca produção industrial no setor automotivo, enquanto a Itália sofre de queda na demanda doméstica combinada com elevados custos de empréstimos. Já a França sofre “o impacto negativo dos protestos sociais que já duram mais de dois meses”.

Crescimento chinês continua lento

O FMI mantém sua previsão de um crescimento chinês fixado a 6,2% em 2019 e em 2020, após anunciar 6,6% em 2018. Enquanto isso, o Instituto Nacional de Estatísticas de Pequim publicou na semana passada a marca de 6,6% de crescimento em 2018.

Esse resultado ultrapassa os objetivos fixados pelas autoridades chinesas, de 6,5%, mas permanece um dos mais fracos dos últimos anos. Segundo os dados oficiais, o PIB da segunda maior economia mundial aumentou 6,4% no quarto trimestre de 2018, comparado ao ano precedente, no ritmo mais lento registrado desde 2009.

FMI quer que autoridades políticas acalmem insatisfações sociais e concluam Brexit

Ao responder uma pergunta sobre o movimento dos “coletes amarelos” na França, uma representante do FMI em Davos pediu aos líderes mundiais que “se ocupem da insatisfação social”. “Acho que o importante não é esperar uma escalada de riscos políticos, mas que os dirigentes evitem essa insatisfação [popular]”, afirmou a nova economista-chefe do Fundo, Gita Gopitath.

O FMI também pediu para que britânicos e europeus terminem com a incerteza sobre o Brexit, destacando que a situação atual afeta os investimentos no Reino Unido. “É imperativo que as autoridades terminem rapidamente essa incerteza”, disse Gita Gopitath.

*Com informações da RFI.

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