Em livro, Sérgio Moro apontou depósitos como os do filho do presidente Jair Bolsonaro como indício de corrupção

Segundo o atual ministro da Justiça em livro de 2010, o tipo de depósito recebido pelo filho de Jair Bolsonaro seria um forte indício de lavagem de dinheiro.
Segundo o atual ministro da Justiça em livro de 2010, o tipo de depósito recebido pelo filho de Jair Bolsonaro seria um forte indício de lavagem de dinheiro.
Segundo o atual ministro da Justiça em livro de 2010, o tipo de depósito recebido pelo filho de Jair Bolsonaro seria um forte indício de lavagem de dinheiro.
Segundo o atual ministro da Justiça em livro de 2010, o tipo de depósito recebido pelo filho de Jair Bolsonaro seria um forte indício de lavagem de dinheiro.

Segundo o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, o tipo de depósito recebido por Flávio Bolsonaro – em um valor total R$ 96 mil reais, mas com uma série de 48 transações fracionadas de apenas R$ 2.000,00 cada – é o típico indício de lavagem de dinheiro, que costuma estar associado ao crime de corrupção.

A teoria de Moro, que utiliza exemplos muito similares ao do filho de Jair Bolsonaro, está no livro “Crime de Lavagem de Dinheiro”, publicado pela editora Saraiva, em 2010.

Segundo Moro “havendo parâmetros de comunicação, ainda que exemplificativos, é certo que um criminoso, pretendendo ocultar sua atividade e o resultado desta, tentará burlá-los e, assim, evitar que a operação seja comunicada a unidade de inteligência financeira”. Ele se refere a órgão como o (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) Coaf, que monitoram transações suspeitas.

O ex-juiz conta no livro um caso concreto, no qual “o valor de cento e oitenta mil reais disponível na conta de um criminoso foi fragmentado em duas partes iguais, cada uma de noventa mil, mediante duas transferências, destituídas de fundamento econômico, para duas outras contas, em nome de familiares, e em seguida sacada em espécie”.

Toda transação acima de R$ 100 mil é informada pelos bancos ao Coaf, justamente para coibir práticas ilegais. Coincidentemente, as transações recebidas por Flávio Bolsonaro, somadas, se aproximam deste valor, ficando ligeiramente abaixo.

Em outro trecho do livro, Moro comenta um outro caso, no qual “foram apreendidos em operação policial dezesseis cheques emitidos na mesma data, pelo mesmo emitente, tendo sempre o mesmo beneficiário, e com valores que variavam de quatro mil e quinhentos a quatro mil e novecentos. Aparentemente, os cheques seriam utilizados para a realização de um saque em espécie do valor somado de todos. Todos os cheques tinham, portanto, valores inferiores a dez mil reais, e ainda a sua soma era inferior a cem mil reais. Condutas dessa espécie visam evitar que as operações sejam comunicadas ao Coaf”.

O que resta é saber se Moro considera que os indícios valem também para os familiares de seu padrinho político, ou se aquilo que escreve passará a ser considerado letra morta.

Redação do Jornal Grande Bahia
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