Diabéticos assistidos pelo CADH de Feira de Santana relatam problemas devido a doença

Ulisses Alves da Silva é diabético há 12 anos e relata que toma 13 comprimidos diariamente.
Ulisses Alves da Silva é diabético há 12 anos e relata que toma 13 comprimidos diariamente.
Ulisses Alves da Silva é diabético há 12 anos e relata que toma 13 comprimidos diariamente.
Ulisses Alves da Silva é diabético há 12 anos e relata que toma 13 comprimidos diariamente.

Ulisses Alves da Silva, tem 76 anos, Manoel Santos da Silva, 61, Manoel de Jesus, 63, e Lady Laura, 42. São diabéticos e têm em comum sequelas graves da doença: são amputados ou cegos. Todos são pacientes do Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH), mantido pela Prefeitura de Feira de Santana.

O aposentado Ulisses Alves da Silva, que mora no Parque Getúlio Vargas, lembra bem o 19 de novembro passado: foi o dia no qual os médicos amputaram sua perna até a altura da coxa. “Cortaram até onde deram no sangue”. O problema começou em um dos dedos do pé direito. “Um probleminha besta”. Disse que toma 13 comprimidos diariamente. “A bicha é perigosa”. É diabético há 12 anos.

Há cerca de seis meses, Manoel Santos da Silva, que mora no distrito de Maria Quitéria, teve metade do pé esquerdo amputado. Diabético há oito anos, disse que pisou em um prego e não sentiu problema algum. “Apenas três dias depois do acidente tive que fazer a cirurgia”. Há três anos faz tratamento no CADH.

A diabetes descontrolada deixou cego Manoel de Jesus, que mora na Rua Nova. Há oito anos não mais enxerga. Foi diagnosticado com retinopatia diabética. “Aos poucos fui deixando de enxergar, até o dia que não mais vi nada”. Gosta de contar que um dia viajou muito pelo mundo. “Europa e Ásia”. Anda pelas ruas guiado por uma bengala. A cegueira o limitou.

O nome de Lady Laura, que mora no Alto do Rosário, região de Santo Antônio dos Prazeres, foi homenagem que os pais dela prestaram a Roberto Carlos, de quem eram fãs. Graves problemas derivados do diabetes causavam fortes dores nas suas pernas. Diabética há 12 anos, sofria de vasculite – qualquer doença ou grupo delas que causa a inflamação dos vasos sanguíneos. Teve as duas pernas amputadas.

“E ainda tive uma trombose”, diz. Ao contrário dos outros pacientes, que demonstraram tristeza, Lady Laura narra que as amputações lhes trouxeram ganho na qualidade de vida. “Me livrei das dores que me incomodavam muito”. Revelou que se adaptou bem à cadeira de rodas e que sessões de fisioterapia a ajudam a se equilibrar nas próteses das pernas. “Não é fácil, mas vou conseguir”.

Eles têm em comum, na avaliação da coordenadora do CADH, Andrea Silva, o fato de não terem adotado o rigor no tratamento para manter normais os índices de valores de glicose no sangue. “Amputação é resultado direto dos níveis mal controlados”. Descontrolada, a glicose leva a parda da sensibilidade nas extremidades do corpo.

Segundo ela, a amputação leva os diabéticos à mudança de comportamento, em relação à doença. “Eles passam a enxergar a necessidade da adequação ao tratamento”. Assim, evitam que outros problemas derivados do comportamento arredio aos medicamentos apareçam.

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