Aluno do SENAI de Feira de Santana pode trazer para o Brasil medalha inédita da WorldSkills 2019

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Classificação no quadro de medalhas da competição WorldSkills.
Classificação no quadro de medalhas da competição WorldSkills.
Classificação no quadro de medalhas da competição WorldSkills.
Classificação no quadro de medalhas da competição WorldSkills.

Buscando uma vaga no mercado de trabalho, Rafael Cordeiro, 20 anos, tem a chance de participar da maior competição de educação profissional do mundo. É que ele está entre os 63 jovens selecionados para disputar uma vaga na equipe brasileira que irá competir na WorldSkills. A 45ª edição do desafio ocorrerá de 22 a 27 de agosto de 2019, no Centro Internacional de Exposições KAZAN EXPO em Kazan, na Rússia.

Rafael foi classificado na etapa regional, em 2017, e na nacional, em 2018, realizada no Piauí. Técnico em logística formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), ele vai competir na nova modalidade de logística internacional.

O jovem conta que estava apreensivo durante as seletivas. “Eu fui sem a pretensão de ganhar. Fui lá pensando que ia levar bomba, achei que tinham muitas pessoas melhores que eu. Por sorte, a competição focou em uma área muito específica do curso técnico, então acho que isso fez com que eu tivesse mais vantagem”, afirma.

O técnico mora em Feira de Santana, com os pais e o irmão mais velho. Assim que terminou o ensino médio, em 2016, ingressou na faculdade de engenharia da computação, mas acabou descobrindo que aquela não era sua vocação. Percebeu que gostava mesmo era de se comunicar e de atuar na área administrativa, especificamente, com finanças.

Começou o curso técnico e passou a conciliar com a graduação em administração. Além disso, se dedicou aos treinamentos para a Olimpíada do Conhecimento, que o credenciou para a WorldSkills.

 Ansioso para o mundial, Rafael diz saber que com todo esse reconhecimento, vem também a responsabilidade de trazer o título para o Brasil. “Espero honrar com a responsabilidade que me foi concedida pelo primeiro lugar. Sei que outras pessoas tão boas ou até com habilidades mais desenvolvidas que eu queriam estar no lugar que estou, então é honrar mesmo”, ressalta.

Desde o dia 14 de janeiro, Rafael está em Brasília, onde passará pela última fase de treinamentos para a WorldSkills. Ele e aproximadamente 50 jovens devem permanecer na capital federal até a competição. Representantes de algumas modalidades irão se preparar também nos centros de treinamento do SENAI localizados em Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte e Joinville, em Santa Catarina.

Educação Profissional

Assim como para Rafael, a educação profissional impacta positivamente a vida de diversos jovens no Brasil. Em 2017, cerca de 80% dos estudantes que concluíram cursos técnicos foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano.

 De acordo com levantamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o curso técnico é o caminho mais rápido para a inserção qualificada do jovem no mundo do trabalho e também uma opção para quem está desempregado e busca recolocação no mercado. O salário de um profissional técnico varia entre R$ 8,5 mil e R$ 12 mil.

Segundo o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o país tem potencial em educação profissional. “O Brasil tem sido representado pelo SENAI e pelo Senac, que tem as ocupações mais da área do comércio e serviços, e o Brasil fica sempre entre os primeiros colocados”, afirma.

 A competição

 A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputarem medalhas em modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviço. Há mais de 65 anos, a competição reúne jovens qualificados de todo o mundo, selecionados em olimpíadas de educação profissional de seus países, realizadas em etapas regionais e nacionais.

Cada jovem competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio, da melhor forma possível. É colocada em xeque a habilidade técnica dos participantes, cada um dentro da sua modalidade. Geralmente, o projeto de construção desafiador é inspirado em algum ponto turístico do país/cidade sede da WorldSkills, com três módulos. São 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais.

Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, os jovens devem ter conhecimentos sobre desenvolvimento e desenho técnicos, metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto e também sobre processos.

“É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada exaustivamente dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período”, explica.

A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação no quadro de medalhas. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história do campeonato foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, o Brasil foi o primeiro do ranking de países.

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