Programação musical anima os devotos de Santa Bárbara no Centro Histórico de Salvador

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A cantora Claudya Costta fez um show especial, marcado pela inclusão de rodas de samba.
A cantora Claudya Costta fez um show especial, marcado pela inclusão de rodas de samba.

Após uma manhã de muita fé e devoção, marcada por alvorada de fogos, uma Missa Campal, procissão e manifestações de matrizes africanas, os devotos de Santa Bárbara e Iansã não arredaram o pé do Centro Histórico de Salvador. Durante a tarde e a noite, o mar de fiéis ainda coloria de vermelho e branco o Largo do Pelourinho e também os demais largos.

O samba foi o ritmo predominante na segunda parte da Festa de Santa Bárbara, que é uma correalização da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, com apoio do Centro de Culturas Populares e Identitárias e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

A abertura da programação musical aconteceu nesta terça-feira (03/12/2018) às 14h30, com o show de Jorginho Comancheiro. O músico, do bloco Commanches do Pelô, apresentou um repertório eclético com muito samba de roda, samba reggae e MPB. Commancheiro, que é devoto da Santa, agradeceu o apoio da SecultBAm e do CCPI na realização festa. Segundo ele, “há quase 30 anos, junto com amigos do Comanches do Pelô, saímos pelas ruas do Pelourinho defendendo a tradição de mais de 300 anos de culto a Santa Barbará, que hoje abre os festejos populares da Bahia e é uma das melhores do calendário, reunindo um grande público”.

Jorginho Comancheiro ainda revela mais um motivo que tornou a Festa de 2018 especial. “Eu passei um mês me recuperando de uma cirurgia no olho e graças às preces a Iansã, Santa Luzia, Xangô e Ogum tudo saiu bem e eu estou recuperado”, disse.

A segunda atração a subir ao palco principal, no Largo do Pelourinho, foi o Samba Chula de São Bras. O grupo da Vila de São Brás, quilombo remanescente pertencente ao município de Santo Amaro da Purificação, herdou uma musicalidade secular que começou com os escravos.  Antes da apresentação, Agnaldo  Nascimento, um dos cantores do grupo, que participa da festa pela terceira vez, disse “é uma honra sair de Santo Amaro para tocar aqui e mostrar a cultura do Recôncavo”.

No início da noite a banda Conexão Negra fez todo mundo dançar com mais samba. Quem encerrou a programação no palco principal foi cantora Claudya Costta que fez um show especial, marcado pela inclusão de rodas de samba.

Muitos shows gratuitos também lotaram os demais Largos do Pelô. Os festejos e estenderam até a meia-noite com apresentações de artistas e grupos como as bandas 100% Samba e Chinelo de Couro, os grupos de samba dos blocos Fogueirão e Jaké, e também, as bandas Samba Trator, Samba Simpatia e Pagode do Vinny.

Patrimônio

O culto a Santa Bárbara foi iniciado há quase 380 anos, e a festa é celebrada há mais de 200 anos. Por agregar valores culturais singulares, dar destaque às celebrações da fé católica e das religiões de matriz africana, a festa é registrada como Patrimônio Imaterial da Bahia em 2008, através do Decreto nº 11.353/08. Em dezembro de 2015, quando a celebração contava com mais de cinco anos de sua patrimonialização, técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) iniciaram o estudo de reavaliação para a revalidação do Registro Especial da festa, conforme exigido por lei. A investigação, concluída em 2017, mostrou que a Festa de Santa Bárbara no Pelourinho permanece com as características que mantêm viva a tradição e devoção à Santa. São manifestações de fé, paz, alegria, união, tolerância. Elementos significativos que fazem deste um grande evento popular.

A cantora Claudya Costta fez um show especial, marcado pela inclusão de rodas de samba.
A cantora Claudya Costta fez um show especial, marcado pela inclusão de rodas de samba.
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