Portugueses lançam movimento local dos “coletes amarelos”

'Coletes amarelos' protestam em Portugal.
'Coletes amarelos' protestam em Portugal.
'Coletes amarelos' protestam em Portugal.
‘Coletes amarelos’ protestam em Portugal.

Os protestos, que se inspiram das manifestações na França, foram marcados para esta sexta-feira (21/12/2018), mas a jornada de mobilização teve menos adesão do que o esperado.

Pelo menos 15 grupos formados nas redes sociais ameaçaram “parar Portugal”, convocando os portugueses insatisfeitos com seu poder aquisitivo a participar de cerca de 70 protestos, desfiles ou operações para bloquear estradas e acessos. Mas, até agora, foram registradas poucas perturbações.

A polícia portuguesa aguardava uma “forte mobilização” e organizou um importante dispositivo, principalmente em áreas consideradas críticas, como a ponte 25 de abril, que liga o rio Tejo a Lisboa. A circulação de carros, entretanto, estava normal, e o número de manifestantes era bem inferior ao de policiais.

Paralelamente, cerca de 50 manifestantes pacíficos bloquearam uma das avenidas que levam à praça Marques de Pombal, perto do centro histórico. No norte do país, as vias de acesso às cidades de Porto e Braga foram bloqueadas por grupos de dezenas de manifestantes, com poucos incidentes registrados com os motoristas.

“O povo em ação contra a corrupção”, estava escrito em um dos cartazes. Os “coletes amarelos”, que dizem se inspirar idos movimentos franceses, desejam “manifestar o descontentamento em Portugal”, de acordo com um manifesto publicado por um dos grupos. “Somos os cidadãos comuns de qualquer distrito português”, diz o comunicado, publicado em uma página no Facebook que tem mais de 5 mil seguidores.

Os “coletes amarelos” de Portugal garantem que não estão ligados a nenhuma “doutrina ou filosofia” e insistem no caráter pacífico do movimento no país, sem vandalismo ou violências como as que puderam ser observadas em vários finais de semana na França. Mas o Partido Nacional Renovador, de direita, pode se unir aos protestos em Lisboa, assim como a extrema-esquerda local, em Setúbal.

Menos impostos

Assim como na França, as reivindicações dos “coletes amarelos” em Portugal incluem a diminuição dos impostos e um aumento das aposentadorias, passando pela reforma do sistema eleitoral e do sistema público de saúde. Os portugueses também pedem a redução das taxas sobre produtos petrolíferos, eletricidade e financiamento do audiovisual, além da concessão de incentivos fiscais para micro e pequenas empresas.

Os manifestantes defendem ainda alta do salário mínimo no país para € 700 brutos e a adoção de medidas contra a corrupção. Ontem o governo português anunciou um aumento de € 20 no mínimo, que passou de € 580 para € 600 a partir de janeiro de 2019.

*Com informações da Agência RFI.

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