Lista dos ministros do Governo Bolsonaro que tomam posse no dia 1º de Janeiro de 2019

No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo.No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo.


No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo.

No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo.

No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro de 2019, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo. Atualmente, o desenho da Esplanada divulgado pela equipe de transição conta com 22 ministérios.

Entre eles, há três generais da reserva do Exército e um almirante. Outros três ministros, Luiz Henrique Mandetta, Marcos Pontes e Wagner de Campos Rosário, passaram pelas Forças Armadas durante sua formação ou ocupando postos menores. A esplanada de Bolsonaro também terá duas mulheres: Damares Alves, à frente do novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, e Tereza Cristina, comandando o Ministério da Agricultura.

Os membros do Governo Bolsonaro

André Luiz de Almeida Mendonça, Advocacia-Geral da União

Advogado, passou parte da carreira na empresa BR Distribuidora e na própria Advocacia-Geral da União (AGU).

Na AGU, foi Corregedor-Geral; Adjunto do Procurador-Geral da União; Diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade; Coordenador de Medidas Disciplinares; Vice-Diretor da Escola da AGU; e Procurador-Seccional da União em Londrina.

Nos anos recentes, atuou dentro da Controladoria Geral da União (CGU), com destaque na negociação de acordos de leniência.

Na Universidade de Salamanca (Espanha), estudou corrupção e escreveu artigos sobre a negociação de acordos com empresas.

Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Gabinete de Segurança Institucional

Conheceu Jair Bolsonaro ainda na década de 70, quando foi seu instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras.

É general de quatro estrelas, o topo da hierarquia do Exército.

Na força, ocupou cargos de grande visibilidade: foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (ou Minustah, conforme sua sigla) de 2004 a 2005 e liderou o Comando Militar da Amazônia de 2007 a 2009.

Em 2011, ao encerrar a carreira no Exército, elogiou o golpe militar de 1964 ao se referir à memória do pai, que também serviu às Forças Armadas: “Lutastes, em 1964, contra a comunização do país e me ensinastes a identificar e repudiar os que se valem das liberdades democráticas para tentar impor um regime totalitário de qualquer matiz”.

Depois de ir para a reserva, se aproximou de funções ligadas à comunicação. Foi consultor de segurança e assuntos militares da TV Bandeirantes e dirigiu a Comunicação e a Educação Corporativa do Comitê Olímpico Brasileiro.

Bento Costa Lima Leite, Ministério de Minas e Energia

É Almirante de Esquadra e diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico na Marinha.

Graduou-se na Escola Naval, no Rio, fez MBA na Fundação Getúlio Vargas e pós-graduação em ciência política na Universidade de Brasília.

Na Marinha, comandou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM).

Carlos Alberto dos Santos Cruz, Secretaria de Governo 

Engenheiro civil de formação e general da reserva do Exército.

Comandou a Minustah, no Haiti, de 2007 a 2009.

Por alguns meses, ficou à frente da Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça de Michel Temer.

Damares Alves, Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Advogada e pastora na Igreja Batista da Lagoinha.

Nos anos recentes, trabalhou como assessora do senador Magno Malta (PR-ES) – que, por sua vez, faz parte do núcleo próximo a Bolsonaro desde a eleição, mas não se elegeu a um cargo no Legislativo.

Coloca-se frequentemente como ativista contra a descriminalização do aborto e contra o “infanticídio indígena”.

Ernesto Araújo, Ministério das Relações Exteriores

Diplomata de carreira, trabalhava no Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty antes de ser levado à Esplanada.

Escrevia um blog no qual expunha suas opiniões contra o PT e a esquerda, enquanto elogiava Jair Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump.

É graduado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB).

Fernando Azevedo e Silva, Ministério da Defesa

General da reserva do Exército.

Foi, até recentemente, assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

Ocupou o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército e esteve à frente da Autoridade Pública Olímpica durante o governo de Dilma Rousseff.

Gustavo Bebianno Rocha, Secretaria-Geral da Presidência

Advogado, passou a assessorar juridicamente Bolsonaro de forma voluntária a partir de 2017; atuou, inclusive, na defesa do presidente eleito quando ele foi processado pela deputada petista Maria do Rosário.

Presidiu o PSL durante a campanha eleitoral.

É formado em Direito pela PUC-Rio e mestre em finanças pela Universidade de Illinois (EUA).

Foi diretor jurídico do Jornal do Brasil e sócio do escritório de advocacia Sergio Bermudes.

Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto, Ministério do Desenvolvimento Regional

Servidor de carreira do Executivo, ocupou, no Ministério da Integração Nacional (que será fundido à pasta das Cidades), os cargos de chefe de gabinete do ministro e de secretário-executivo.

É formado em Engenharia da Computação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

Luiz Henrique Mandetta, Ministério da Saúde

Médico, candidatou-se ao primeiro cargo público em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo DEM-MS; já no primeiro ano de mandato, foi eleito presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da casa.

Graduou-se na Universidade Gama Filho, no Rio e fez residência em ortopedia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (o serviço era chefiado por seu pai, o também ortopedista Hélio Mandetta). Posteriomente, especializou-se em ortopedia infantil em Atlanta (EUA).

Nos anos 1990, foi médico do Exército, no posto de tenente.

Começou a se aproximar da vida pública quando assumiu a secretaria de Saúde de Campo Grande, cargo que ocupou entre 2005 e 2010.

É alvo de um inquérito no qual é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois; ele nega irregularidades.

Marcelo Álvaro Antônio, Ministério do Turismo

Foi vereador por Belo Horizonte e está em seu segundo mandato como deputado federal (PSL-MG).

É membro da Frente Parlamentar Evangélica.

Já foi filiado ao Partido Republicano Progressista (PRP), ao Partido da Mulher Brasileira (PMB) e ao Partido da República (PR).

Fez faculdade de Engenharia Civil em Belo Horizonte, mas não completou o curso.

Marcos Cesar Pontes, Ministério da Ciência e Tecnologia

Engenheiro e tenente-coronel da Força Aérea, ficou famoso aos olhos do público ao se tornar o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço: em 2006, ele participou de uma expedição à Estação Espacial Internacional, onde ficou pouco mais de uma semana.

Meses depois da missão, foi para a reserva da Força Aérea Brasileira (onde ingressou em 1981). A partir daí, passou a dedicar-se a palestras e consultorias, o que atraiu críticas.

Sua projeção internacional começou em 1998, quando foi selecionado para um concurso da Agência Espacial Brasileira para representar o país na Nasa.

É mestre em Engenharia de Sistemas e piloto de testes de aeronaves.

Aproximou-se da política em 2014, quando foi candidato a deputado federal pelo PSB-SP, mas não foi eleito; hoje, é filiado ao PSL.

Onyx Dornelles Lorenzoni, Casa Civil

Nos últimos anos, sua atuação parlamentar na Câmara dos Deputados foi marcada pela oposição ferrenha ao PT, pela mobilização a favor do impeachment de Dilma Rousseff, pela busca à flexibilização do Estatuto do Desarmamento e pela relatoria de projeto conhecido como Dez Medidas Contra a Corrupção, elaborado pelo Ministério Público.

Foi reeleito deputado federal pelo DEM-RS; antes, cumpriu dois mandatos como deputado estadual.

Participou da articulação da campanha de Bolsonaro desde 2017, contrariando a orientação do seu partido pelo apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

Foi citado na delação premiada da empresa JBS como receptor de R$ 200 mil para caixa dois eleitoral; ele admitiu ter recebido cerca de R$ 100 mil não declarados para cobrir gastos de campanha, mas afirmou que não houve contrapartida a essa doação, nem dinheiro público envolvido.

É veterinário e começou a atuar na política como dirigente de entidades da categoria no Rio Grande do Sul. -Também no Estado, atuou por mais de 20 anos como clínico e cirurgião de animais no Hospital Veterinário Lorenzoni, do qual é sócio.

Osmar Gasparini Terra, Ministério da Cidadania e Ação Social

É deputado federal pelo MDB há cinco mandatos.

Foi ministro do Desenvolvimento Social (que será incorporado à nova pasta por ele comandada) do governo Michel Temer.

Médico, comandou a secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul e a prefeitura de Santa Rosa (RS).

Paulo Roberto Nunes Guedes, Ministério da Economia

Economista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, foi nos EUA que se aproximou mais do liberalismo econômico, do qual é adepto hoje; nos anos 1970, foi ao país cursar doutorado sobre política fiscal na Universidade de Chicago.

De volta ao Brasil, atuou no mercado financeiro e na educação: em 1983, fundou o banco Pactual (hoje BTG Pactual) e presidiu o Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), uma escola de negócios. Também deu aulas na PUC e na FGV.

Foi sócio de gestoras de recursos e, atualmente, é presidente da Bozano Investimentos, posto que deixará para integrar o novo governo.

Ricardo de Aquino Salles, Ministério do Meio Ambiente

Filiado ao partido Novo, tentou uma vaga como deputado federal por São Paulo, mas não se elegeu.

Foi secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo entre 2016 e 2017, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).

Advogado de formação, é um dos criadores do movimento Endireita Brasil.

Ricardo Vélez Rodríguez, Ministério da Educação

Nascido em Bogotá, na Colômbia, naturalizou-se brasileiro.

Graduou-se em Filosofia e Teologia em Bogotá; no Brasil, cursou mestrado em Filosofia pela PUC-Rio (1974) e doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho (1982).

Segundo seu currículo na plataforma Lattes, tem pós-doutorado pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, em Paris.

Em seu blog, defendeu valores conservadores no campo dos costumes e mostrou-se crítico da Teologia da Libertação, uma ala progressista da Igreja Católica.

Roberto Campos Neto, Banco Central

É neto de Roberto Campos (1917-2001), importante economista liberal que foi ministro durante a ditadura militar.

Diretor do banco Santander, é responsável atualmente pela tesouraria, mas já atuou em diversas áreas. Passou também pelos bancos Bozano e Simonsen e pela gestora Claritas.

Especialista em Finanças pela Universidade da Califórnia (EUA).

Sérgio Fernando Moro, Ministério da Justiça e Segurança Pública

Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, comandou a Lava Jato desde o seu início, em 2014 – período durante o qual condenou o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá e, em seguida, fez mestrado e doutorado na Universidade Federal do Paraná, onde posteriormente deu aulas.

Fez cursos na escola de direito de Harvard e no programa de combate à lavagem de dinheiro do Departamento de Estado dos EUA.

Antes da Lava Jato, trabalhou em outros grandes escândalos de corrupção, como o caso Banestado, a Operação Farol da Colina e o Mensalão – neste, foi convocado pela ministra Rosa Weber para auxiliar na investigação.

Tarcísio Gomes de Freitas, Ministério da Infraestrutura

Engenheiro civil formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), tem pós-graduação em Gerenciamento de Projetos e Engenharia de Transportes.

Antes de ser alçado ao governo, trabalhava como consultor legislativo da Câmara dos Deputados.

Já foi diretor-executivo e diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no governo de Dilma Rousseff; também atuou como engenheiro na Companhia de Engenharia Brasileira e na missão de paz da ONU no Haiti (Minustah).

Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, Ministério da Agricultura

Deputada federal pelo DEM-MS, assumiu o primeiro mandato em 2015 e se tornou nome forte da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Na trajetória parlamentar, defendeu a PEC 125, que propõe passar para o Congresso a competência para demarcar terras indígenas. Também ocupou a presidência da comissão que aprovou polêmico projeto de lei que flexibiliza o uso e o controle de agrotóxicos, ainda em tramitação na Câmara.

É engenheira agrônoma e teve cargos em governos anteriores de seu Estado.

Wagner de Campos Rosário, Ministério da Transparência, Fiscalização e CGU

Ocupa o cargo como titular desde junho de 2018; no entanto, já havia assumido o posto interinamente em maio de 2017.

É funcionário de carreira da CGU.

Graduado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e pós-graduado pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército.

Também tem mestrado em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca.

*Com informações da BBC News Brasil.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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