Desembargador Sérgio Cafezeiro é homenageado pela ALBA com título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira; Magistrado foi eleito presidente da 5º Câmara do TJBA

O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro recebeu, da ALBA, o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira.
O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro recebeu, da ALBA, o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira.
O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro recebeu, da ALBA, o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira.
O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro recebeu, da ALBA, o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira.

A música instrumental “Tema da Vitória”, consagrada nos triunfos do piloto brasileiro Ayrton Senna, foi a trilha sonora escolhida pelo desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro para adentrar no Plenário Orlando Spínola, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), onde recebeu o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira. A honraria foi proposta pelo deputado Euclides Fernandes (PDT). A sessão especial, realizada na tarde de ontem (05/12/2018), foi marcada pela emoção do homenageado, natural da cidade de Jequié. O presidente da ALBA, deputado Angelo Coronel (PSD), dirigiu os trabalhos.

Sérgio Cafezeiro recebeu a homenagem das mãos da filha Juliana Cafezeiro. Em seu discurso, o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia não segurou o choro por diversas vezes, relembrou sua trajetória na carreira jurídica e fez questão de destacar a influência da mãe Déa Maria Sales Cafezeiro e do seu pai Raymundo Cafezeiro, ex-deputado estadual. Com voz embargada, disse sentir uma emoção fora do comum ao recordar-se de todo o caminho trilhado na advocacia, área à qual declarou seu amor. “Eu tenho uma verdadeira paixão pela advocacia e não escondo. Quando falo da advocacia, me vem tantas lembranças boas, tantas amizades que fiz. Trazendo à baila o meu amigo Bell Marques, ele não imaginava, eu só me lembro de uma música que ele canta muito bem de cima daquele trio e que eu pulo, grito, vibro, e que diz o seguinte: ‘É pena que esse amor não pode eternizar. Então, diga que valeu, o nosso amor valeu demais. Foi lindo, ficou para trás. Então, diga que valeu. O nosso amor valeu demais’. É o que eu posso, nesse momento de emoção grande, falar para os meus amigos, colegas de ontem e grandes amigos de hoje, advogados e advogadas”.

O magistrado recordou a forma como entrou para a magistratura no Judiciário baiano em novembro de 2015 e agradeceu pelo reconhecimento. “Ingressei na magistratura, com muita honra, pelo quinto constitucional. A responsabilidade da escolha me obriga a exercer esse excepcional mister, com independência, coragem e determinação. Minha maior recompensa é o reconhecimento de todos, sem distinção de nível social ou raça, porque não existe raça branca, amarela, negra ou indígena, já que pertencemos todos a uma única raça, a raça humana”.

Ao agradecer pelo título, Sérgio Cafezeiro fez questão de compartilhar a alegria. “Quero dividir com vocês essa honraria. Gostaria, também, e me permitam meus colegas desembargadores, de dividir com meus amigos, com Jequié, minha cidade querida e amada, com os advogados, com a comunidade em geral, com aquele amigo meu lá de Jequié que lavava o meu carro, o Hugo. Porque é muito importante para mim, essa honraria”, listou. “A medalha João Mangabeira tem um significado especial para os que amam o direito e exercem, com responsabilidade, a advocacia, a magistratura, o Ministério Público e todas as demais atividades profissionais congêneres. João Mangabeira, apesar de pertencer a uma família numerosa, de parcos recursos financeiros, ingressou na Faculdade de Direito aos 13 anos  e concluiu o curso aos 17 anos, tendo escolhido Ilhéus para iniciar na advocacia, ainda muito jovem”, descreveu o desembargador.

Sérgio Cafezeiro frisou, ainda, que exerce a magistratura de forma feliz, pois alia o dever cívico de julgar seus jurisdicionados com isenção absoluta, aplicando a cada caso sempre o melhor direito. O desembargador também defendeu que o Judiciário tenha papel de independência no cumprimento do seu dever. “Quando não independente, como acontece nos países de governos autoritários, a cidadania vale bem menos que um rolo de papel higiênico jogado no lixo”, comparou.

Autor da proposta que resultou na homenagem a Sérgio Cafezeiro, o deputado Euclides Fernandes destacou que a honraria foi aprovada no Legislativo por unanimidade pelos parlamentares em forma de reconhecimento pela dedicação do desembargador às causas humanas e sociais ao longo da carreira profissional e pessoal. “Nestes longos anos de advocacia, Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro sempre se pautou pela lisura, mantendo sua ilibada reputação sem manchas. Procurando defender o que considerava justo, líquido e certo. Mesmo em questões polêmicas, nunca deixou que as questões extrapolassem as raias dos tribunais, mantendo e ampliando suas amizades e admiradores”, elogiou o legislador.

“Por se tratar de um homem de caráter ilibado, verdadeiro nas suas decisões e um amigo leal e íntegro, estou convicto de que permanecerá na luta por uma Justiça mais justa e buscando seu principal desejo: que a Justiça esteja sempre de portas abertas para aqueles que necessitam”, enfatizou Euclides Fernandes.

Além de Sérgio Cafezeiro, Angelo Coronel e Euclides Fernandes integraram a mesa da cerimônia o secretário estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte Neto, representando o governador Rui Costa; o desembargador Baltazar Miranda Saraiva, representando o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Gesivaldo Britto; a procuradora de Justiça Márcia Virgens, representando a procuradora geral de Justiça, Ediene Santos Lousado; o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente eleito da OAB-BA, Fabrício Castro; a presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), juíza Élbia Rosane Souza de Araújo; o vereador Ramon Ferraz, representando a Câmara Municipal de Jequié; e a vereadora Ana Rita Tavares, representando a Câmara Municipal de Salvador.

Presidência

Nesta terça-feira (11/12/2018), o desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro foi eleito presidente da 5º Câmara Cível do TJBA. Ele assume o mandato a partir de janeiro de 2019. Atualmente, preside a Câmara o desembargador Baltazar Miranda Saraiva.

Solenidade na ALBA marca outorga do Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira ao desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro.
Solenidade na ALBA marca outorga do Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira ao desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro.
Emocionado, desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro discursa ao receber o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira.
Emocionado, desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro discursa ao receber o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira.
Solenidade na ALBA marca outorga do Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira ao desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro.
Solenidade na ALBA marca outorga do Título de Cidadão Benemérito da Liberdade da Justiça Social João Mangabeira ao desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro.
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