Apocalipse financeiro: economia dos EUA está ameaçada por ‘empresas zumbis’

Economia americana está ameaçada por 'empresas zumbis'.
Economia americana está ameaçada por 'empresas zumbis'.
Economia americana está ameaçada por 'empresas zumbis'.
Economia americana está ameaçada por ‘empresas zumbis’.

Ao longo dos últimos meses, o mercado de ações estadunidense tem vivido toda uma série de quedas. Entretanto, os economistas advertem: o verdadeiro colapso virá em 2019. A colunista da Sputnik, Natalia Dembinskaya, explica as razões e os possíveis cenários.

Agora, sublinha a autora, a situação está bem parecida com a que antecedeu a grande crise de 2008 e pode ser agravada por um fator curioso — o excesso das chamadas empresas zumbi, que não têm nenhuma chance de sobreviver à política de austeridade travada pelo Sistema de Reserva Federal.

Investidores passivosOs analistas do maior banco de investimentos Goldman Sachs calcularam que a economia norte-americana sentirá as consequências das quedas na bolsa deste outono já no início do ano que vem. Até o segundo trimestre, estas consequências “apagarão” até 0,75% do PIB.

Ao mesmo tempo, os especialistas acreditam que as quedas de outubro são apenas um ensaio da crise que o mercado enfrentará no novo ano. Uma das razões para isso é o excesso de fundos indexados, de investimento negociado e de outros administrados de modo passivo.

Por exemplo, destaca Dembinskaya, se durante a crise de 2008 estes fundos contavam com 30% do mercado, hoje em dia a taxa é de 83%.

“Como não há investidores ativos suficientes, não tem ninguém para comprar até os ativos muito barateados”, frisa o estrategista de moedas do Goldman Sachs, Marko Kolanovic.

O que são empresas zumbi?

Já a principal ameaça à bolsa norte-americana, segundo acreditam cada vez mais especialistas, é o número enorme das chamadas empresas zumbis, isto é, companhias que não geram lucros e vivem da dívida.

A razão para o seu aumento acelerado foi, de fato, um período longo de baixas taxas de juros. Agora, a política cada vez mais rígida do Sistema de Reserva Federal não deixa às empresas zumbi nenhuma chance para sobreviver, pois pedir novos créditos é caro demais, enquanto pagar os antigos não é possível porque as despesas destas empresas com os créditos anteriormente concedidos superam os lucros.

De acordo com o Banco de Compensações Internacionais, a parcela das empresas zumbis nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico atingiu o índice perigoso de 12%. Ou seja, cada oitava empresa decretará sua falência nos próximos meses.

Por um lado, escreve a autora, isto pode ser considerado como um saneamento, mas por outro a abundância de “mortos vivos” na economia cria a ameaça real de uma nova crise em grande escala.

Taxas vão crescer

Apesar do protesto feroz de Trump, que assegurou que o Sistema de Reserva Federal “havia enlouquecido” e se tornou na ameaça principal para a economia norte-americana, a entidade decidiu continuar o endurecimento das suas políticas, argumentando, em primeiro lugar, com a “revitalização” da economia.

Neste ano, por exemplo, o órgão mudou a taxa de juros por três vezes. Até o fim de 2019, ele planeja fazê-lo mais três vezes. Cada vez que isso acontece, a manutenção da dívida vira uma tarefa cada vez mais complicada, em primeiro lugar para as mencionadas empresas zumbis.

A coisa mais curiosa, sublinha a colunista, é que uma delas é a conhecida corporação norte-americana General Electric, que está à beira da falência.

Desde o início do ano, os títulos financeiros da gigante industrial baratearam 56%. Hoje em dia, sua capitalização é três vezes menor que no ano de 2007.

Na opinião de especialistas, é precisamente a falência do mais antigo conglomerado dos EUA que pode provocar uma queda abrupta no mercado de ações e, como consequência, uma crise financeira global.

*Com informações da Agência RFI.

Redação do Jornal Grande Bahia
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