Salvador: Teatro Gamboa Nova divulga programação para o final de ano

Grupo Caeté Raiz é atração confirmada na programação do Teatro Gamboa Nova para o mês de dezembro.Grupo Caeté Raiz é atração confirmada na programação do Teatro Gamboa Nova para o mês de dezembro.
Grupo Caeté Raiz é atração confirmada na programação do Teatro Gamboa Nova para o mês de dezembro.

Grupo Caeté Raiz é atração confirmada na programação do Teatro Gamboa Nova para o mês de dezembro.

O Teatro Gamboa Nova divulga as últimas atrações do ano de 2018, que incluem shows, peças teatrais, exposição e clipe musical, em produções que incluem artistas da Bahia, Curitiba, São Paulo, Espanha, Chile, Argentina, Colômbia, Itália, Colômbia, Uruguai e Haiti. O funcionamento do espaço vai até dia 16 de dezembro, quando há um pequeno recesso até janeiro.

O som especial flamenco do curitibano Alê Palma abre a programação; o Grupo Apuama lança seu disco feito na Espanha e no Brasil e faz um tributo a Sérgio Sampaio; muito reggae e ska fica por conta da banda Caeté Raiz, formada por integrantes de cinco países que residem na Chapada Diamantina. A baiana Lavínia canta Cazuza, o paulista Jorge Palma apresenta seus estudos musicais das tradições culturais brasileiras. No teatro, a dupla Simuma Simone e Junior Brito entram em cena, além do Festival Estudantil de Artes Cênicas. O uruguaio Jorge Cammarano nas artes visuais, com a exposição Enegrarte e o clipe da DNA Urbano, com participação do rapper haitiano Vox Sambou.

Confira a programação:

Música

Alê Palma em Concerto – Recital de Violão Flamenco

Quando: sábado (01/12), às 16 horas

O Violonista curitibano Alê Palma fará um recital de violão flamenco onde apresentará os principais estilos do gênero musical. Tarantas, bulerías e fandangos são interpretados de maneira clássica e contemporânea, além do músico fazer presente em seu toque a música brasileira.

Violonista e compositor, já gravou dois discos no exterior; um deles de música autoral flamenca. Durante sua estadia na Espanha atuou em diversos lugares e com uma variedade de artistas de diferentes nacionalidades. No Brasil, realiza shows e participa em tablados e espetáculos de cias de dança flamenca presentes no país. Recentemente vem atuando com grandes nomes do flamenco do cenário internacional e ficou entre os 5 melhores guitarristas do III Festival Internacional de Guitarra Flamenca de Sevilla (2018).

É músico profissional desde os 18 anos, produtor fonográfico licenciado, além de graduado em Relações Públicas e pós-graduado em Comunicação Digital e E-Branding (PUCPR). Se dedica ao flamenco desde 2009 como guitarrista, tendo em sua formação maestros como Manuel Parrilla, Juan Habichuela Nieto e Paco Cortés, ademais de ter concluido o curso acadêmico de guitarra flamenca na escola Carmen de Las Cuevas (Granada – Espanha)

Duração: 50 minutos

Classificação: Livre

Apuama – Lançamento do Disco

Quando: sábado (01/12), às 19 horas

Como consequência de um trabalho que surge em Andaluzia e deságua na Bahia, o Grupo Apuama lança seu primeiro álbum. O disco foi inicialmente concebido em Granada, sendo finalizado em Salvador, unindo influências da música flamenca à música popular nordestina e universal.  O show acontece dia 1º (sábado), às 19 horas, após a apresentação solo do integrante Alê Palma.

A palavra ‘Apuama’ é de origem Tupi e significa “aquele que corre, que nunca está parado, que tem fluidez, um espírito aventureiro que nunca pára em casa”, ou seja, aquele que vive pelo mundo, pelas estradas da vida, que está em movimento. O Grupo reside em Salvador e faz uma viagem musical por distintos gêneros da música brasileira, buscando agregar também elementos da música flamenca, bem como do reggae, do rock, funk. Além das músicas autorais, a proposta é fazer um resgate de canções de compositores não muito conhecidos pelo público em geral.

O projeto surgiu na Espanha, na cidade de Granada, através do encontro do baiano Marcelo Maia e do curitibano Alexandre Palma. A ideia inicial era um dueto de voz, violão brasileiro e flamenco. Ambos deram início ao projeto, tocando por diversos lugares pela Espanha. Em 2014 deram início as gravações do primeiro disco em Granada e retornam ao Brasil. Atualmente, Apuama é um grupo, uma espécie de coletivo, que tem como base principal Marcelo Maia (violão e vocal), Alexandre Palma (violão sólo), Léo Jesus (percussão), Marcelo Fonseca (violino e rabeca), Zé Livera (baixo elétrico).

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre

Cada Lugar na sua Coisa – Revivendo Sérgio Sampaio

Quando: domingo (09/12), às 17 horas

No mês de dezembro, Apuama convida a todos para a o último show da temporada ‘Cada Lugar na Sua Coisa – Revivendo Sérgio Sampaio’, que está dentro da programação do Teatro Gamboa Nova no projeto GamBoaMúsica Pôr do Sol, uma excelente oportunidade de ver o belo fim de tarde pelos vidros transparentes do fundo do palco do espaço, com uma vista privilegiada para a Bahia de Todos os Santos. Será dia 9, às 17 horas.

Parceiro de Raul Seixas, Sérgio apareceu na história da MPB com o sucesso ‘Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua’ no ano de 1972 no Festival Internacional da Canção, deixando diversas canções de grande sensibilidade poética e musical, que passeiam por distintos gêneros da MPB, bem como pelo rock, o jazz, o blues, baladas e etc. Sérgio foi um compositor visionário, mas tristemente marginalizado pelas grandes gravadoras e pelos meios de comunicação. Suas canções refletem o momento político de sua época, bem como aspectos subjetivos de sua vida como compositor.

Apuama será Marcelo Maia (Voz e violão), Taciano Vasconcelos (Guitarra solo), Zé Livera (Baixo, viola e violão), Alan Carvalho (teclados), Antenor Cardoso e convidados especiais.

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre

Cajú + Eu – Lavínia

Quando quarta-feira (12/12), às 19 horas

O show ‘Caju + Eu’ é uma celebração da cantora e atriz Lavínia ao compositor, cantor e poeta Cazuza, que entre amigos era chamado afetuosamente de Caju. O espetáculo integra o projeto matriz ‘Eu + Eles’, que tem como intuito viajar pelo Brasil para promover e divulgar a musicalidade brasileira por meio de tributos a artistas nacionais, cujos legados enriquecem o patrimônio cultural do país. A estreia do show aconteceu em outubro, no teatro Sesi do Rio Vermelho, e teve lotação esgotada.

Lavínia passeia pela obra de Cazuza, revisitando seus grandes hits e trazendo a público algumas pérolas não tão conhecidas, mas potentes como toda a sua poesia. “É uma grande comemoração a esse cara que, apesar de eu não ter conhecido, sinto como se fosse um amigo dos mais especiais e presentes, com uma atualidade que me inspira e deslumbra, sobretudo nesses tempos” – explica a cantora e atriz.

A artista faz parte da Companhia dos Novos do Teatro Vila Velha e conta nos palcos com a companhia da banda formada por Raimundo Nova, na guitarra e direção musical; Igor Galindo, na bateria; Tauam Cerqueira, no baixo; e Joceval Santana, no comando da percussão. No lançamento, a artista recebeu o cantor Márcio Mello e o baixista Fernando Nunes como convidados especiais. Para a apresentação no Gamboa a artista também promete alguns convidados surpresa.

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre

Jorge Lampa – Solo

Quando: quinta-feira (13/12), às 19 horas

O espetáculo é fruto de uma trajetória de um bom tempo em busca da canção e suas interpretações: entender suas dimensões (musicais e literárias) e cultivar o gesto de cantar, compor, arranjar. Neste Solo, os sentidos da interpretação vão mais longe um pouco: fazer tudo numa proposta também de encenar suas poéticas cantadas, celebrando o chão em que se pisa, este sim, o verdadeiro solo.

Jorge Lampa, vindo de São Paulo, dá prosseguimento ao seu percurso artístico agora em terras baianas, estreitando as ligações entre suas vocações de intérprete e de pesquisador das tradições culturais e musicais do Brasil. Seu trabalho remete aos grandes mestres e mestras, caminhos que já foram traçados na MPB, nas Festas da Cultura Popular, nas muitas veredas onde se lavouram sons e palavras.  Toca seu violão, canta, mostra composições suas e daqueles que o inspiram, entusiasmam e ensinam através da boniteza de suas obras. Explora a linguagem do cantador, do cantautor, do trovador.

Para tanto, conta com a direção da premiada diretora baiana Paula Lice, com extensa experiência em espetáculos variados, como atriz, diretora, incluindo também o cinema. “A sensibilidade dessa direção traça caminhos para que o palco se torne solo cênico fértil e fecundo de convivência entre som musical, palavra e gesto, movimento” – explica.

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre

Caeté Raiz – Reggae, Afrobeat, Ska

Quando: domingo (16/12), às 17 horas

A banda, filha da Chapada Diamantina, nascida pelos vales de Caeté-Açú, faz um som herdado de cinco países diferentes, partindo da potente diversidade deste recente encontro e, ao mesmo tempo, cultivando o espírito por uma vida simples, sadia e criativa. Se apresenta no GamBoaMúsica Pôr do Sol, vibrando com o fim de tarde privilegiado do espaço para a Baía de Todos os Santos.

São 10 músicos que tocam desde canções afro-latinas, até o afrobeat, reggae e ska, com baixo, bateria, teclado, escaleta, trompete, trombone, conga, guitarras, saxofones e vocais. Outra característica marcante do grupo é a energia circense, a alegria visual e musical, que casa perfeitamente com os festivais alternativos do interior e com a animação pública.

Entre os integrantes está Pablo Molina, engenheiro de som formado pela Universidad Vicente Perez Rosales, Chile, com filmes, projetos musicais e outras interações como intérprete pela América Latina. Gustavo Filograsso é professor de música, técnico de som e multi-instrumentista, já participou de inúmeros festivais na América Latina e Europa. Isabel Cardona Colina é cantora, compositora e percussionista, exercendo suas vertentes multi artísticas pela Colômbia, Equador e Brasil.

Luciano Alonso toca vários instrumentos, compõe e arranja músicas para diferentes grupos pela América do Sul e Central. Leonardo Frodo é cantor, compositor, multi instrumentista, palhaço, produtor e comunicador. Com 10 anos de experiência artística já circulou por mais de 10 países com sua música, dentre eles Áustria, Alemanha, Espanha, Polônia, Suíça, Uruguai e Argentina. Paula Aldunate é musicista, atriz, palhaça, realiza projetos educativos pelos palcos do Chile e países latino-americanos. Tiago Gusmão é multi instrumentista, pesquisador dos sons e instrumentos, faz parte do Grupo Instrumental do Capão.

Carolina Endi é cantora, cantoterapeuta, professora de canto, educadora e produtora cultural; italiana, mora na Chapada Diamantina, onde participa de vários grupos musicais e artísticos. Javier Alejandro Molina é artista circense, palhaço, malabarista, ator, músico e produtor cultural, com 18 anos de experiência passando por vários palcos, teatros, circos e ruas da América do Sul. Pablo Emmanuel Rozas se iniciou nos instrumentos de sopro, percussão e cordas, se desenvolvendo também como luthier, viajando por países e festivais da Europa, Brasil e Argentina.

Duração: 70 minutos

Teatro

FESTAC – Festival Estudantil de Artes Cênicas

Quando: quarta-feira (05/12), quinta-feira (06/12), sexta-feira (07/12) e sábado (08/12), às 19 horas

O Festival Estudantil de Artes Cênicas – FESTAC ano 3 – é mais um espaço possível de encontro entre artistas criadores das artes aplicadas dentro das Escolas secundaristas e das escolas de Artes Cênicas do estado da Bahia. Surge para ampliar o diálogo da produção universitária com diferentes públicos e promove intercâmbios artísticos e profissionais. Sua primeira edição aconteceu em 2015, ainda com o nome ‘I Festival da Escola de Teatro da UFBA’.

É uma realização dos Coletivos COATO e COOXIA e da ETEA-UFBA. Além das apresentações artísticas, também irão compor a programação oficinas artísticas, sessões de debate, uma mesa sobre teatro de grupo na Bahia, uma residência artística com apresentação, show e outras novidades.

Dentro do Gamboa Nova os espetáculos ‘Não me fale de fraquezas’, dias 5 e 6 de dezembro (quarta e quinta-feira), às 19 horas, e ‘Império das Sombras’, dias 7 e 8 (sexta-feira e sábado), também às 19 horas. O primeiro, fala de maneira original sobre o rompimento com a estrutura da cultura patriarcal e o segundo, do Gruporacaso, fala da queda e devaneios de um reino, antes glorioso, através do olhar derradeiro de um Rei no seu leito de morte e de uma decadente corte sedenta por poder.

Não me fale de fraquezas (temporada)

Quando: sexta-feira (14/12), às 19 horas, sábado (15/12), às 16 e 19 horas

Numa sociedade programada pelo patriarcado, duas pessoas despertam para a reflexão acerca de outras possibilidades de existência. ‘Não me fale de fraquezas’ expõe o automatismo dos papéis de gênero estimulando processos autônomos de reforma íntima. O espetáculo está em cartaz no Gamboa Nova nos dias 14 e 15 de dezembro, com sessões às 19 horas e uma sessão extra no sábado às 16 horas.

X e Y, indivíduos contemporâneos configurados de acordo com a cultura patriarcal, tomam consciência do paradigma imposto e embarcam numa jornada de autoconhecimento revisando episódios de suas vidas em que foram subjugados por modelos autoritários, questionando assim protocolos sociais que demarcam a separação entre homens e mulheres.

Este espetáculo tem texto autoral e direção coletiva e encerra a caminhada acadêmica de Junior Brito e Simuma Simone, discentes da Escola de Teatro da UFBA, sob orientação da professora Elisa Mendes. Diante de um poder opressivo que apaga as individualidades, o despertar da autonomia move indivíduos a se desprogramar e quebrar os padrões existentes. O que fazer quando ninguém te diz o que fazer?

Duração: 50 minutos

Classificação: 12 anos

Exposição

Enegrarte – Jorge Cammarano

Quando: de sábado (01/12) a domingo (16/12), de quarta-feira a sábado das 16 às 19 horas, aos domingos das 15 às 17 horas

Mais um mês da mostra do artista Jorge Cammarano, que tematiza as múltiplas dimensões da realidade social, focada do ponto de vista do trabalho e de suas relações e mediações com classe, raça e gênero. A visita aos desenhos é gratuita, das 16 às 19 horas de quarta-feira a sábado e das 15 às 17 horas aos domingos, até dia 16.

“A produção apresentada, traceja seu enredo na esteira da prática social e da prática de refletir sobre a prática, na perspectiva de transformar o impossível em possível. Para isso, trama limites, impasses e desafios intrínsecos ao processo de busca pela criação” – explica Cammarano. Hoje, instigado pela luta contra a barbárie, em suas inúmeras feições, ele decide compartilhar parte desta busca. Propõe-se, por meio de cores, formas luzes e sombras, esboçar possibilidades de subjetiva e objetivamente, problematizar a razão de ser histórica da realidade em curso.

Misturar cores, aquarelar contornos, tensionar luzes e sombras, refletir sobre a vida que não suporta molduras, censuras, mordaças. Registrar momentos de estranhamento, de seres escravizados, de sonhos roubados, de caminho sem começo, da pincelada do avesso. Humanizar a vida, vasculhar o tempo, escutar silêncios e discernir incômodos.  Compartilhar, dialogar, aprender.

O artista, do Uruguai, chegou em Salvador em 2017. Adota a pintura e o desenho desde sua infância, sobre a influência paterna e de alguns tios. As técnicas utilizadas nesse itinerário são a tinta a óleo, a tinta acrílica, o carvão, a caneta esferográfica e o lápis aquarela.

Classificação: livre

Cinema

Clipe Dying to be Free – DNA Urbano

Quando: de sábado (01/12) a domingo (16/12) –antes das apresentações do dia com autorização das produções

As guerras do mundo contemporâneo têm forçado cada vez mais pessoas a deixarem seus países em busca de sobrevivência, de liberdade e de paz. Mas nem sempre as fronteiras estão abertas. O mundo acompanha pelos noticiários as travessias, a luta. Onde está a humanidade que nos une? Que não esqueçamos que eles são nós e nós somos eles.

É isto que a Banda DNA Urbano canta em seu primeiro clipe oficial, ‘Dying to Be Free’, dirigido por Isbela Faria Trigo e com participação do rapper haitiano Vox Sambou. Em cartaz no CineGamboa, sempre antes das apresentações de cada dia, de quarta a domingo, com autorização prévia das produções.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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