Peritos comprovam o que é de conhecimento geral: “Bolsosauro” sofre de desvio de personalidade | Por Sérgio Jones

Jair Messias Bolsonaro foi reprovado por superiores.
Jair Messias Bolsonaro foi reprovado por superiores.
Jair Messias Bolsonaro foi reprovado por superiores.
Jair Messias Bolsonaro foi reprovado por superiores.

Olhar fixo, semblante idiotizado, movimentos bruscos são características indeléveis que atestam a insanidade do “Bolsosauro”. O que qualquer observador com o mínimo de acuidade visual constata. E essa assertiva foi evidenciada com a divulgação de Áudios inéditos do Superior Tribunal Militar (STM), solicitados pelo jornal Estado de S. Paulo, que demonstram o fato ocorrido durante a realização de um julgamento de trinta anos atrás: o do então capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, à época com 33 anos, hoje com 63 e bem cotado presidenciável conservador da extrema-direita.

Consta que entre os períodos de 1987 e 1988, o coiso foi julgado duas vezes sob a acusação de “ter tido conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe”. Na primeira instância, em janeiro de 1988 foi considerado culpado pela unanimidade pelos três julgadores, todos oficiais militares. Na última – o STM, em sessão secreta de 16 de junho de 1988, integralmente gravada – Bolsonaro foi considerado não culpado por 9 a 4.

O que fica evidenciado é que o julgamento do STM foi à última etapa que julgou o caso de rebeldia militar ocorrido durante a presidência de José Sarney – a primeira depois da ditadura – e o desenrolar do segundo ano da Constituinte. Durante este período ocorreu o inesperado, ele foi inocentado, o que colocou em cheque a decisão do general Leônidas Pires Gonçalves, então ministro do Exército de Sarney, que avalizara publicamente a decisão da primeira instância, depois reformada.

Na sequência, um novo laudo elaborado pela Polícia Federal cravou a culpa do acusado: “Não restam dúvidas ao ser afirmado que os manuscritos promanaram do punho gráfico do capitão Jair Messias Bolsonaro”. Mas como este país carece de seriedade, Logo depois, a pedido do conselho, um quarto exame grafotécnico foi realizado pelos peritos do Exército que fizeram o primeiro laudo não acusatório, acrescentou um “complemento” contrário, afirmando que os caracteres “promanaram de um mesmo punho gráfico”. Quatro exames grafotécnicos, portanto, resulta em um patético empate em 2 a 2.

O epílogo de todo este contexto bizarro teve o seu ponto alto em 25 de janeiro, quando o “Bolsosauro” foi finalmente condenado pela unanimidade do conselho com um libelo em que o define ser ele portador de “desvio grave de personalidade e uma deformação profissional”, entre outras acusações como falta de coragem moral para deixar o Exército”. Também foi acusado de ter mentido ao longo de todo o processo. Este é o ‘homem’ que o povo ‘sabiamente’ elegeu para ser o presidente da nação. Eleger um ‘Salvador da Pátria’ vai custar um preço muito alto para o povo brasileiro, principalmente para aqueles que ocupam os segmentos menos favorecidos da sociedade. Vida de gado, povo marcado, povo feliz.

*Sérgio Jones, jornalista ([email protected]).