Operação Sem Fundos: PF e MPF deflagram 56º etapa de investigação do Caso Lava Jato; 22 mandados de prisão são cumpridos em investigação de corrupção em contrato da Petrobras na Bahia

A operação Lava Jato cumpre, nesta sexta-feira, 22 mandados de prisão em investigação sobre corrupção no contrato de construção de prédio da Petrobras na Bahia, informou o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Roberson Pozzobon, em publicação no Twitter.
A operação Lava Jato cumpre, nesta sexta-feira, 22 mandados de prisão em investigação sobre corrupção no contrato de construção de prédio da Petrobras na Bahia, informou o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Roberson Pozzobon, em publicação no Twitter.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagram nesta manhã (23/11/2018) a operação SEM FUNDOS – a 56ª Fase da Operação Lavajato. Esta fase serve para cumprir 68 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, divididos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, a fim de reprimir a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações apontam que a execução da construção das edificações destinadas à instalação da nova sede da PETROBRAS em Salvador/BA, assim como os contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da PETROBRAS e dirigentes da PETROS, além de terceiros com eles mancomunados. Tudo isso em prejuízo à estatal e ao fundo de pensão investidor, este mantido mediante patrocínio da própria PETROBRÁS e das contribuições de seus empregados.

Em suma, o FUNDO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL – PETROS, mediante parceria com a PETROBRÁS, investiu na execução da obra para alugar o prédio à empresa estatal por 30 (trinta) anos. Ocorre que, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas da Lava Jato, o valor da execução ficou bem acima do que deveria, assim como o valor de aluguel a ser pago também.

Assim, os investigados direcionavam parte dos recursos obtidos desses valores a maior para pagamento das propinas, utilizando de artifícios para ocultar e dissimular a origem e destino desses montantes.

As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão e multa.

O nome da operação refere-se à perda do Fundo de Pensão da PETROBRAS, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça.

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