Em um ano, Brasil desmatou o equivalente a um milhão de campos de futebol, diz Greenpeace

Queimada na Floresta na Amazônia em 2018.
Queimada na Floresta na Amazônia em 2018.
Queimada na Floresta na Amazônia em 2018.
Queimada na Floresta na Amazônia em 2018.

O desmatamento no Brasil cresceu 13,72% entre agosto de 2017 e julho de 2018: uma área equivalente a um milhão de campos de futebol. Os dados constam em um relatório divulgado pelo Greenpeace.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a área total desmatada é de 7.900 km2, equivalente a 5,2 vezes a cidade de São Paulo. A destruição representa a derrubada ou queimada de 1,1 bilhão de árvores.

“É mais ou menos 1 milhão de campos de futebol desmatados em apenas um ano”, disse o coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, Marcio Astrini.

Astrini acredita que a situação pode piorar se o presidente eleito, Jair Bolsonaro, concretizar suas promessas de modificar algumas leis ambientais.

“Essa situação está ruim e ela pode piorar ainda porque o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fez uma série de ameaças ao meio ambiente durante a campanha eleitoral: acabar com áreas protegidas, unidades de conservação, terras indígenas, diminuir os poderes de fiscalização e de punir o crime ambiental”, exemplifica.

Segundo Astrini, foram essas medidas, que contribuíram para a proteção das florestas e a diminuição do desmatamento há alguns anos no Brasil.

“Se ele [Jair Bolsonaro] acabar com tudo isso, se ele diminuir a capacidade de punir o crime, o desmatamento na Amazônia pode explodir de forma inimaginável. Está todo mundo muito preocupado com o que pode acontecer”, advertiu o coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil.

Desmatamento voltou a se agravar

Entre 2004 e 2012, graças a medidas de controle impostas pelos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o Brasil registrou uma diminuição progressiva do desmatamento. O problema voltou a se agravar nos últimos anos, com o aumento do poder do lobby do agrobusiness.

Bolsonaro, apoiado pela poderosa bancada ruralista, vem anunciando uma série de medidas que podem resultar no aumento das destruições das florestas. Entre elas, a proposta de fusão dos ministérios do Meio Ambiente com o da Agricultura, que suscitaram uma onda de críticas, mas ainda não convenceram o presidente eleito a voltar atrás.

“A bancada ruralista, com apoio de uma parcela do governo, vêm apresentando uma série de propostas que terão impacto direto na proteção das florestas, seus povos e do clima do planeta: Lei da Grilagem, flexibilização do licenciamento ambiental no Brasil, ataque aos direitos indígenas e quilombolas, adiamentos do Cadastro Ambiental Rural (CAR), tentativas de redução de áreas protegidas e paralisação das demarcações de Terras Indígenas, entre outras”, diz o Greenpeace Brasil em comunicado.

Segundo a ONG, grande parte das respostas ao problema está em Brasília. “É do centro do poder que emana o estímulo constante ao crime ambiental nos rincões da Amazônia”, afirma o Greenpeace.

*Com informações da RFI.

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