Em defesa da democracia e dos direitos sociais, PSB se coloca na oposição ao Governo Bolsonaro

Reunião da Comissão Executiva Nacional do PSB.
Reunião da Comissão Executiva Nacional do PSB.
Reunião da Comissão Executiva Nacional do PSB.
Reunião da Comissão Executiva Nacional do PSB.

A Comissão Executiva Nacional do PSB aprovou nesta segunda-feira (05/11/2018), em Brasília, documento em que avalia o quadro político pós-eleições 2018 e destaca o posicionamento do partido diante da nova conjuntura nacional.

De acordo com o documento, a agenda política majoritária que surgiu das eleições de outubro e as pautas defendidas pelo governo eleito até o momento levam o partido à oposição.

“A nossa situação não é a que escolhemos, é a que os eleitores nos colocaram. O eleitor nos colocou na oposição porque os candidatos que apoiamos no primeiro turno e no segundo turno perderam a eleição”, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, durante a reunião.

Siqueira ressaltou que as ideias do candidato eleito são “diametralmente” opostas aos princípios socialistas, mas que o partido não fará oposição “sistemática”. “As ideias que foram eleitas são diametralmente opostas ao que nós pensamos. Nem por isso iremos nos aliar a uma oposição sistemática. Esse não é o perfil do PSB”, afirmou.

O presidente do PSB disse que o partido atuará em questões concretas, “na defesa intransigente da democracia e da liberdade de imprensa, e da preservação dos direitos sociais conquistados nos 30 anos de democracia, e que não são poucos”.

Ele lembrou que o posicionamento do PSB em relação ao novo governo corresponderá ao que sempre defendeu em seus 70 anos de história. Conforme o documento aprovado, o partido exercerá resistência “sem tréguas” ao governo eleito, mas em uma “perspectiva que busca o bem comum”.

Segundo o presidente, os socialistas irão torcer para que o governo “não dê errado, mesmo com as suas ideias, porque o país precisa sair da crise, precisa retomar o emprego, precisa retomar os direitos”.

No texto, o PSB reitera seu “respeito inflexível” aos direitos humanos e afirma que a lógica do “quanto pior, melhor” não faz parte dos princípios e do histórico de atuação do partido.

“Não faremos do sofrimento dos brasileiros um trampolim para os próximos pleitos eleitorais. Pelo contrário, trabalharemos sem descanso para demonstrar […] que somos uma oposição com brios e valores, com uma agenda definida em função das demandas e urgências do nosso país”, destaca o documento.

A resolução faz uma avaliação dos desafios que se impõem com a onda conservadora que ganhou força no país e em várias partes do mundo e traz ainda um balanço do desempenho dos socialistas nas urnas.

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