“Triplicamos causas da crise financeira anterior e a tornamos global”, diz Stanley Druckenmiller, sócio de George Soros

Traduzido do inglês-Stanley Freeman Druckenmiller é um investidor americano, gestor de fundos de hedge e filantropo. Ele é o ex-presidente e presidente da Duquesne Capital, que fundou em 1981. Ele fechou o fundo em agosto de 2010 porque se sentia incapaz de entregar altos retornos aos seus clientes.
O investidor americano e parceiro do magnata financeiro George Soros, Stanley Druckenmiller, previu uma nova crise global três vezes mais forte que a anterior.
Traduzido do inglês-Stanley Freeman Druckenmiller é um investidor americano, gestor de fundos de hedge e filantropo. Ele é o ex-presidente e presidente da Duquesne Capital, que fundou em 1981. Ele fechou o fundo em agosto de 2010 porque se sentia incapaz de entregar altos retornos aos seus clientes.
O investidor americano e parceiro do magnata financeiro George Soros, Stanley Druckenmiller, previu uma nova crise global três vezes mais forte que a anterior.

Em 1992, Druckenmiller, juntamente com George Soros, realizou o “ataque especulativo” mais bem-sucedido do século XX. A dupla financeira, que gerenciava o fundo Quantum, dominou o Banco da Inglaterra e em poucos dias ganhou perto de um bilhão de libras esterlinas com a depreciação da moeda britânica, ressaltou o colunista da Sputnik, Ivan Danilov. Apesar de posteriormente terem se separado, ambos os especuladores foram considerados lendas do mundo financeiro que humilharam, sem punição, o banco mais antigo do Ocidente.

Depois de muitos anos, o ex-sócio de Soros decidiu conceder uma entrevista ao canal digital Realvision, trazendo más notícias sobre a economia global.

“Triplicamos as causas da crise anterior. E o fizemos a nível global”, admitiu Druckenmiller, ao mesmo tempo culpando, sem referência a nomes, as autoridades políticas e monetárias dos EUA pela próxima crise.

Além disso, ele acusou a Reserva Federal americana de “distorcer o capitalismo”, e disse que isso acabaria causando uma futura e inevitável crise, muito maior do que a de 2008 e 2009.Resolver o problema das dívidas fazendo novas, acabaria piorando a situação, enfatizou o multimilionário, expressando também sua preocupação quanto ao nível extremo de desigualdade social causada pela política econômica americana.

Segundo o investidor, o segundo componente da próxima explosão social é a Internet, “que transmite informações sobre a lacuna entre os padrões de vida” a todos os habitantes do planeta.

Nos últimos meses, várias figuras influentes de Wall Street apresentaram ao público basicamente o mesmo tipo de prognósticos.

O multimilionário e administrador do fundo de hedge (negociações para proteção cambial), Kenneth Cordele Griffin, advertiu que as dívidas extremas seriam só o início de um declive econômico. O colunista destacou que Griffin, cujo capital equivale ao PIB de países como a Letônia e Paraguai, não faz declarações errôneas publicamente, pois isso afeta negativamente seus negócios.

Enquanto que em junho o multimilionário e matemático Jeffrey Gundlach também comentou que a próxima crise será gigantesca, enfatizando que o déficit orçamentário dos EUA e a sua dívida nacional estão crescendo no contexto do aumento das taxas do dólar, o que pode causar dificuldades fiscais para Washington.Danilov salientou que os analistas estão notando um aumento anormal nas reservas de ouro na Rússia, China, Índia e em outros países.

“A situação lembra um pouco a do Titanic: uma orquestra está tocando no convés e os passageiros estão se divertindo, embora o encontro com o iceberg já seja inevitável. Neste momento, os mais cautelosos já estão descendo às embarcações salva-vidas. A segunda onda da crise financeira global afetará a todos, mas quando o ‘Titanic’ da economia ocidental bater no iceberg, o nosso barco terá todas as chances de estar a uma distância segura”, concluiu o analista.

*Com informações da Sputnik Brasil.

Redação do Jornal Grande Bahia
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