Eleições 2018: General Heleno diz que democracia nunca esteve ameaçada; Militar foi confirmado por Jair Bolsonaro para o Ministério da Defesa

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General Augusto Heleno deve assumir o Ministério da Defesa.
General Augusto Heleno deve assumir o Ministério da Defesa.
General Augusto Heleno deve assumir o Ministério da Defesa.
General Augusto Heleno deve assumir o Ministério da Defesa.

O general Augusto Heleno assegurou que a democracia nunca esteve ameaçada e disse que é “absurda” a classificação que partidos de esquerda atribuíram a Bolsonaro. “Dizer que Bolsonaro é fascista é uma campanha sórdida. Não tem nenhum fundamento”, disse.

Segundo o militar, a equipe do governo Bolsonaro busca, a partir de agora, uma conciliação, “uma grande união de todos os brasileiros para um governo para todos”. “Não podemos fazer um governo para uma parte do país. Acredito que ele [Bolsonaro] vai buscar a união de todos os brasileiros, independente de cor, religião e idade. É uma das missões mais nobres e importantes hoje”.

Apesar das declarações feitas no domingo (28/10/2018), o militar, que deve assumir a pasta da Defesa, teve o discurso mais cauteloso entre os quatro ministros confirmados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.  O general Heleno esquivou-se de todas as perguntas feitas pela imprensa sobre os primeiros passos em sua área. Heleno fez questão de frisar que haverá tempo suficiente, durante o período de transição, para conversas e definição de prioridades e disse que qualquer palavra seria precipitada no momento.

O general admitiu que há um estudo de prioridades e urgências desenhado pela equipe de Bolsonaro, mas não adiantou qualquer dos pontos. Perguntado sobre o interesse do futuro governo em uma interrupção da intervenção nacional no Rio de Janeiro para liberar o Congresso para votar alguns tipos de proposições, como a reforma da Previdência, que poderia trazer fôlego aos primeiros dias de 2019, ele garantiu que, por ora, tudo não passa de especulação.

“Para isto é que tem a transição: para conversar sobre esses assuntos e verificar se há interesse ou não na interrupção para que possa colocar o Congresso para votar alguma coisa. Eu não posso analisar isso, não é a minha área”, disse.

O militar não sinalizou sequer sobre o interesse de Bolsonaro em decretar nova ação das forças armadas no Rio. A atual operação termina oficialmente no dia 31 de dezembro deste ano. Até 1º de janeiro de 2019 esse assunto é do governo do presidente Michel Temer, que vai decidir se interrompe a intervenção ou não.

“Ele [Jair Bolsonaro] que vai estudar e conversar com o novo governador do Rio de Janeiro para saber se o novo governador pretende pedir uma nova intervenção porque [a atual] não pode continuar. Existe um decreto regulamentando o término. É para o futuro. Por enquanto vamos aproveitar os êxitos da intervenção”, disse, lembrando que até o final do ano, a decisão está nas mãos do atual presidente Michel Temer.

Sobre a política externa, o mesmo cuidado ao afirmar que o assunto é sério e delicado e será tratado pelo Ministério das Relações Exteriores. O general disse que o problema da segurança ganhou grandes dimensões e o novo governo terá que agir com rigidez para reverter o cenário.

*Com informações da Agência Brasil.

Sobre Carlos Augusto 9654 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).