CNMP investigará procuradora de Justiça que pediu intervenção militar no Supremo Tribunal Federal

Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu procedimento disciplinar contra a procuradora de Justiça Camila Gomes Teixeira.
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu procedimento disciplinar contra a procuradora de Justiça Camila Gomes Teixeira.
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu procedimento disciplinar contra a procuradora de Justiça Camila Gomes Teixeira.
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu procedimento disciplinar contra a procuradora de Justiça Camila Gomes Teixeira.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu nesta terça-feira (23/10/2018) abrir procedimento disciplinar contra a procuradora de Justiça Camila Gomes Teixeira, de Minas Gerais, que, em publicações no Twitter, pediu que generais, em uma intervenção militar, expulsassem os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandwski do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seu perfil, no qual usava o nome Camila Moro, a procuradora escreveu: “Generais, saiam do Twitter e posicionem seus homens no entorno do STF, até que Gilmar Mendes, Lewandowski e Dias Toffoli entreguem suas togas. Marquem dia que vamos juntos: Brasileiros + Exército salvaremos a Lava Jato!”

Na segunda postagem, ela disse: “O Brasil cansa, dá nervoso, dá dor no estômago, dá diarreia, dá dor na nuca. Que venha intervenção militar e exploda o STF e Congresso de vez!”. Segundo consta nos autos do processo, as publicações foram feitas em abril deste ano.

Por unanimidade, o plenário do CNMP decidiu que o procedimento disciplinar definirá se a procuradora deixou de manter conduta pública ilibada, de zelar pelo prestígio da Justiça e pela dignidade de suas funções e de tratar magistrado com a urbanidade devida.

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, que presidiu a sessão do CNMP nesta segunda-feira (22), afirmou que as manifestações de Camila Teixeira foram de natureza “política, ideológica e fascista”.

“Parece que ela dormiu na década de 60 e acordou em 2018 como se fosse da noite para o dia. Uma manifestação anacrônica, que despreza seu tempo. Isso representa um amadorismo no processo civilizatório”, disse o vice-procurador.

Na terceira postagem, a procuradora escreveu que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, “não terá paz enquanto não soltar Lula” e pediu: “Alô, generais, tomem uma atitude”.

*Com informações da Agência Brasil.

Sobre Carlos Augusto 9512 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).