Governador de Mato Grosso do Sul protesta contra Operação Vostok; PF cumpriu 14 mandados de prisão, inclusive contra filho de Reinaldo Azambuja

Reinaldo Azambuja Silva (Campo Grande, 13 de maio de 1963) é filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), governador do estado de Mato Grosso do Sul (MS) e agropecuarista.Reinaldo Azambuja Silva (Campo Grande, 13 de maio de 1963) é filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), governador do estado de Mato Grosso do Sul (MS) e agropecuarista.


O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), candidato à reeleição, divulgou nota à imprensa protestando contra a Operação Vostok, da Polícia Federal, que investiga suposto esquema de pagamento de propinas no Executivo estadual e hoje cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, inclusive de seu filho, Rodrigo Azambuja.

“Há um ano e meio, me coloquei voluntariamente à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários sobre este caso. Infelizmente, até o dia de hoje, jamais fui convocado pelas autoridades constituídas para apresentar minha defesa às acusações da delação mais questionada do país”.

O governador fez questão de registrar “a extemporaneidade de uma operação policial que ocorre a apenas 20 dias da eleição de forma intempestiva e midiática sem, contudo, a ocorrência de nenhum fato novo na tramitação do inquérito”. Quanto ao filho preso, Azambuja disse já ter “tomando as providências legais para reverter a prisão temporária”.

Azambuja também informou que, a despeito da operação, seguirá cumprindo “normalmente a dupla jornada como governador de estado e candidato à reeleição”.

Conforme informado pela Polícia Federal, o inquérito foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça. A investigação apura informações das delações premiadas de executivos da Friboi.

“Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao governo do estado para a obtenção de benefícios fiscais (…) Do total de créditos tributários auferidos pela empresa, um percentual de até 30% era revertido em proveito da organização criminosa investigada (…) parte da propina acertada teria sido viabilizada antecipadamente na forma de doação eleitoral oficial, ainda durante a campanha para as eleições em 2014”, descreveu mais cedo a Polícia Federal.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).