Três juízas são homenageadas em noite festiva na Câmara Municipal de Feira de Santana

Dalia Queiroz, Kátia Cunha e Lina Mota recebem homenagem na Câmara Municipal de Feira de Santana.
Dalia Queiroz, Kátia Cunha e Lina Mota recebem homenagem na Câmara Municipal de Feira de Santana.
Dalia Queiroz, Kátia Cunha e Lina Mota recebem homenagem na Câmara Municipal de Feira de Santana.
Dalia Queiroz, Kátia Cunha e Lina Mota recebem homenagem na Câmara Municipal de Feira de Santana.

Dizem que mulher é sexo frágil, mas que mentira absurda. Nenhuma citação seria mais apropriada do que os versos do sucesso de todos os tempos do cantor Erasmo Carlos para a vereadora Cíntia Daltro Machado falar sobre as juízas de Direito homenageadas pela Câmara Municipal na noite desta quinta-feira (16/08/2018), por sua iniciativa. Três mulheres guerreiras, fortes e lindas, como descreveu em seu discurso de saudação.

“Hoje é uma noite especial”, resumiu Cíntia, ao falar sobre a trajetória de Dalia Zaro Queiroz e Kátia Regina Mendes Cunha, contempladas com o Título de Cidadã Feirense, e Lina Falcão Xavier Mota, que recebeu a Comenda Maria Quitéria, “a maior honraria concedida pela Câmara Municipal”, conforme ressaltou. O perfil de força e coragem de Maria Quitéria também foi citado pela vereadora, ao justificar a homenagem.

Nascida em São Martinho, no Rio Grande do Sul, Dalia Zaro Queiroz teve a primeira graduação em Geografia e iniciou a vida profissional como professora e ainda hoje atua em sala de aula, no curso de Direito. Ingressou na magistratura da Bahia em 2002 e veio para Feira de Santana em 2015. “Trabalho e moro nesta cidade e tenho a honra de ser cidadã feirense”, disse, acrescentando que jamais esquecerá o momento vivido nesta noite.

Deixando a modéstia de lado, Dalia confessou estar “muito orgulhosa” com a homenagem recebida, porque “os nossos erros sempre são destacados e nossos acertos relevados”. Ela disse que é muito bom ter o trabalho reconhecido e lembrou que ao assumir a na 3ª Vara de Família havia mais de 10 mil processos pendentes. “Cada processo envolve pessoas que sentem dor e o remédio está na justiça”, frisou.

A paulista Kátia Regina Mendes Cunha deu uma verdadeira aula sobre a história de Feira de Santana, desde a sua origem até se tornar a “capital do sertão”. A cultura da cidade foi destacada pela juíza, que também falou sobre a posição econômica que ocupa no Nordeste. Ela falou do orgulho de se tornar cidadã feirense e contou que chegou à cidade em 2015. “Uma honra”, definiu a juíza que ingressou na magistratura em 2002 e também é Mestra em Segurança Pública. “O homem planeja seu caminho, mas Deus é quem dirige seus passos”, afirmou.

Feirense de corpo e alma, Lina Falcão Xavier Mota, que já foi procuradora federal, foi a terceira homenageada da noite, com a Comenda Maria Quitéria, “Exemplo para todas nós mulheres”, como ressaltou em seu discurso agradecimento. Emocionada, falou em empoderamento feminino e na importância do tratamento humano da justiça. “Aqui em minha terra natal posso exercer a magistratura tocando almas”. Sobre a condição de mulher, lembrou que Maria Quitéria de Jesus Medeiros venceu as barreiras do preconceito e lutou pelo país. “Mostrou que podemos mudar a história e o sexo não nos limita”, frisou a comendadora.

As três homenageadas da noite dividiram a Mesa de Honra com o vereador José Carneiro Rocha, presidente do Legislativo feirense e condutor da sessão solene; Cleudson Santos Almeida, procurador do Município, representando o prefeito Colbert Martins da Silva Filho; e Lourival Miranda de Almeida Júnior, coordenador do Ministério Público de Feira de Santana. Familiares e amigos da homenageada ocuparam o plenário e a galeria, ao lado de autoridades e lideranças políticas.

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