Livro infantil faz homenagem à Bahia

O livro Nós de Axé apresenta a história de uma menina com sua fita do Senhor do Bonfim.
O livro Nós de Axé apresenta a história de uma menina com sua fita do Senhor do Bonfim.
O livro Nós de Axé apresenta a história de uma menina com sua fita do Senhor do Bonfim.
O livro Nós de Axé apresenta a história de uma menina com sua fita do Senhor do Bonfim.

O livro Nós de Axé, da autoria de Janaina de Figueiredo, ilustrado por Paulica Santos e publicado pela Editora Aletria, traz um tema clássico da infância, os objetos mágicos. A varinha encantada, a capa mágica ou pulseira poderosa são temas presentes na literatura infantil. Em Nós de Axé o objeto encantado é a fitinha do Senhor do Bonfim e o cenário é a Bahia.

A narrativa está voltada para a relação de uma encantadora menina com sua fitinha da sorte do Senhor do Bonfim e com sua cultura. Janaina afirma que quem já teve uma das fitinhas durante a infância sabe como é mágico fazer os três nós e os três pedidos e esperar a fitinha arrebentar. “A fitinha vira uma companhia constante, deixamos ela numa ‘peinha’ de nada, até que um dia ela se vai. O tempo, apenas ele, tem o poder de realizar aquilo que se pediu. E quando a pulseira cai, a sorte lhe acena”, salienta Janaina.

“Uma rajada forte de vento levantou as fitas, que voaram para bem longe. Corri atrás delas na maior velocidade. Mas, ô fitinhas ardilosas! Esconderam-se atrás das nuvens, no bordado das rendeiras e até nas saias rodadas das baianas! Apanhei uma delas mais que depressa e a amarrei ao meu pulso. Fiz como manda a tradição: duas voltas e três nós. Para cada nó, um desejo. Tudo mantido no mais absoluto segredo”, descreve a autora em trecho de seu livro.

A autora relata que sua inspiração para o livro veio da alegria dos filhos em receber as fitinhas do Senhor do Bonfim e fazer os pedidos. “Eles ficaram muito animados em fazer os três pedidos, os três nós. A graça era o mistério, o segredo e a magia. Depois ficaram ansiosos em não deixar a fitinha se romper. Outras crianças também me falaram dessa relação com a fitinha. E fui percebendo que a fitinha estava imersa em um universo infantil e muito particular. Assim, tentei traduzir essa experiência mágica com os aportes da chamada literatura afro-brasileira”, relata a escritora.

O livro é muito poético, colorido e divertido. As ilustrações de Paulica Santos traz traços e referências muito brasileiras. A Bahia, nossa Bahia, é relida em cores e textos. Janaina de Figueiredo é antropóloga e também autora de outros livros infantis: de O Fuxico de Janaína (2015, Aletria), Meu avô é um tata (2018, Pallas). As obras integram a produção literária infantil afro-brasileira.

Ler ‘Nós de Axé’ não é apenas conhecer a história de uma menina com sua fitinha, é conhecer um pouco mais da festa do Senhor do Bonfim e da cultura da Bahia. Ao fim do livro, a autora Janaína de Figueiredo traz um glossário explicando a história e o significado de alguns nomes e termos presentes no livro e no universo afro-brasileiro.

Redação do Jornal Grande Bahia
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