Eleições 2018: Ruptura na base pluripartidária que apoia Democratas da Bahia expõe fragilidade da liderança política de ACM Neto; Antônio Lázaro é abandonado por aliados do PSC

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José Ronaldo e ACM Neto participam de convenção estadual do Democratas em que foi homologada candidatura de Ronaldo ao governo da Bahia. Débil liderança do neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 2016 conduz Bloco de Direita a fragmentação.
José Ronaldo e ACM Neto participam de convenção estadual do Democratas em que foi homologada candidatura de Ronaldo ao governo da Bahia. Débil liderança do neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 2016 conduz Bloco de Direita a fragmentação.

José Ronaldo e ACM Neto participam de convenção estadual do Democratas em que foi homologada candidatura de Ronaldo ao governo da Bahia. Débil liderança do neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 2016 conduz Bloco de Direita a fragmentação.

José Ronaldo e ACM Neto participam de convenção estadual do Democratas em que foi homologada candidatura de Ronaldo ao governo da Bahia. Débil liderança do neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 2016 conduz Bloco de Direita a fragmentação.

O prelúdio da derrota dos conservadores e reacionários da Bahia ocorreu quando o pseudo líder do Bloco de Direita ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas (DEM), desistiu de disputar as eleições de 2018 contra a principal liderança de esquerda no estado, Rui Costa (PT), governador da Bahia.

Após anos vociferando valentia e apresentado pesquisas de opinião fraudulentas, que o posicionava como primeiro colocado para o pleito eleitoral de 2018, ACM Neto se rendeu, em lágrimas, a insofismável verdade que atinge os nefelibatas, tendo que enfrentar a difícil realidade do mundo político, ou seja, a conta do apoio ao Golpe Jurídico/Parlamentar de 2016, promovido contra o mandato popular da presidenta Dilma Rousseff (PT), aliada às denúncias que o citavam como ‘Anão’ das planilhas da Odebrecht, acrescida da descoberta do ‘Tesouro Perdido’ de R$ 51 milhões, encontrado sob posse do dileto amigo e parceiro político Geddel Vieira Lima (MDB), dinheiro em que constavam as impressões digitais de Gustavo Ferraz, servidor do Município de Salvador, nomeado pelo alcaide, situações desveladas no transcurso das investigações do Caso Lava Jato.

Em suplicas, o neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 1964 procurou o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), e reiterou a necessidade de ser imolado em praça pública em nome do Bloco de Direita, grupo político que, ele, ACM Neto, pensava liderar. Convite aceito, Ronaldo foi aclamado candidato ao governo da Bahia, durante Convenção Estadual ocorrida na sexta-feira (03/08/2018), em Salvador.

Para o cargo de vice-governador, foi escolhida a triste personagem adepta do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo político reacionário reconhecido pela empresa Facebook como produtor de Fake News (notícias falsas). Filiada ao PSDB, Mônica Bahia ingressou na chapa como ilustre desconhecida que ostenta o título de médica, ou seja, de alguém que deve entender de curar enfermos, mas que pouco ou nada conhece sobre Teoria Social ou, se quer, de conceitos sobre fragmento dela, a exemplo da Teoria Política. A chapa majoritária liderada por José Ronaldo foi completada com os deputados Jutahy Magalhães Junior (PSDB) e Antônio Lázaro (PSC), ambos, candidatos ao Senado Federal.

A ruptura

Insistente em ser incluso como candidato ao Senado, Antônio Lázaro esqueceu de convencer os aliados do PSC, de que seria o nome que aglutinaria votos e apoios ao projeto do Bloco de Direita. Observa-se que, neste aspecto, foi abandonado a própria sorte pelos aliados que rompiam com a chapa proporcional. É nesse momento que a coligação formada pelo Democratas, PSDB, PRB, PSC, SD, PV, PHS, PSL, PPS e PTB começa a ruir.

Primeiro, ocorreu o anúncio do PSL, cuja liderança é qualificada pela imprensa alemã como fascista e uma nova espécie de nazista, Jair Bolsonaro, candidato à presidente da República. Observa-se que a grita de ACM Neto nada resolveu e o PSL indicou o candidato a vice-governador da Bahia, em chapa liderada pelo decadente ex-prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (PRTB).

Mas, infere-se que a saída do PSL da coligação não foi o pior momento de ACM Neto. Na sequência, a notícia de que o PSC, PTB, SD e PPL iriam abandonar a coligação proporcional liderada pelo Democratas e formar uma segunda chapa objetivando disputar mandatos federal e estadual, representou o ápice da inapetente liderança do alcaide sobre o Bloco de Direita.

Justiça poética

Observa-se que José Ronaldo segue firme, resoluto em busca de unir o grupo e conquistar votos, enquanto, pode-se dizer, o bote do Bloco de Direita afunda no mar da iniquidade e da diatópica liderança de ACM Neto.

Prezo a falsa imagem que projeta sobre si mesmo, ACM Neto levanta a voz e faz promessas de boicote aos políticos do PSC, PTB, SD e PPL e ao candidato ao Senado Antônio Lázaro. O neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 1964 promete o que não tem, ou seja, liderança e voto, proferindo, com isso, palavras ao vento.

Resta ao timoneiro José Ronaldo seguir com cautela, parcimônia e abnegação conduzindo, no pequeno bote da Direita o que restou dos aliados, antes que o capitão ACM Neto jogue ao mar os poucos apoiadores que lhe restam.

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Sobre Carlos Augusto 10099 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).