Eleições 2018: “Racista, homofóbico e sexista”, Jair Bolsonaro pode “liquidar a democracia” no Brasil, diz Libération

Matéria publicada no jornal Libération não poupa críticas ao candidato Jair Bolsonaro.Matéria publicada no jornal Libération não poupa críticas ao candidato Jair Bolsonaro.
Matéria publicada no jornal Libération não poupa críticas ao candidato Jair Bolsonaro.

Matéria publicada no jornal Libération não poupa críticas ao candidato Jair Bolsonaro.

O jornal Libération desta quinta-feira (16/08/2018) se interessa pelas eleições no Brasil. Em duas páginas, o diário traz duas matérias sobre os candidatos à presidência que lideram as pesquisas de intenção de voto: Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

“No Brasil, um ex-militar para liquidar a democracia” é a manchete da matéria assinada pela correspondente do Libé em São Paulo, Chantal Rayes. A repórter classifica Bolsonaro como o “outsider” da campanha eleitoral que começa oficialmente nesta quinta-feira. “Racista, homofóbico e sexista, esse capitão nostálgico da ditadura se aproveita do descrédito que pesa sobre a classe política brasileira”, destaca.

“Esse populista da extrema-direita de 63 anos”, reitera Libération, cujo gesto preferido é imitar um revólver com a mão – já que uma de suas principais promessas é o direito ao porte de arma a todos – foi recentemente classificado pelo jornal britânico The Economist como “um perigo para a democracia”. Libé lembra que por todos os lugares onde Bolsonaro passa, é aclamado como um “mito” por seus seguidores, embora “esse obscuro parlamentar seja mais conhecido por seus ataques contra negros, homossexuais e mulheres do que por sua atividade legislativa, com somente dois projetos de lei aprovados em 27 anos” como deputado do Rio de Janeiro.

Com declarações chocantes, como a de que só não estupraria a deputada Maria do Rosário por achá-la feia, esse “ultranacionalista, reacionário, anti-esquerda”, dobrou suas intenções de voto em dois anos, hoje entre 19% e 24%, atraindo um eleitorado masculino, jovem e majoritariamente da classe média. Para cientistas políticos brasileiros entrevistados por Libération, é a anomia do sistema político do país, seus representantes e até mesmo da justiça que alimenta o fenômeno Bolsonaro.

Participação incerta de Lula

Em outra matéria, Libération fala da candidatura de Lula, registrada ontem pelo PT, e que precisa ser validada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Brasil: uma eleição em suspenso devido a um candidato fantasma chamado Lula”, publica o diário. Para a correspondente do jornal em São Paulo, “a presença incerta do ex-presidente, favorito, mas preso, torna essas eleições inéditas e particularmente imprevisíveis”.

Lula tem entre 30% a 40% das intenções de voto, e o PT promete lutar até o fim para que sua candidatura seja validada, destaca o diário. Mas, “condenado a doze anos e um mês de prisão, apesar da ausência de provas contra ele, o líder da esquerda está, em princípio, inelegível, segundo a lei da Ficha Limpa”, publica Libération.

Sem Lula, será que o PT tem chances?, questiona a matéria, que lembra que o provável substituto do ex-presidente, Fernando Haddad, é pouco conhecido dos brasileiros e teria apenas entre 2% e 3% das intenções de voto. Por isso, atualmente, o líder petista testa o ex-prefeito de São Paulo, mas, imbatível, continua sua campanha da cela onde está preso em Curitiba.

*Com informações da RFI.

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