Cientistas da UFBA realizam pesquisa técnica com rochas e pedreiras em Porto Seguro

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Pedra processada no formato de brita.
Pedra processada no formato de brita.
Pedra processada no formato de brita.
Pedra processada no formato de brita.

Com o objetivo de estabelecer definições técnicas e científicas para verificar possíveis utilizações e/ou limitações quanto ao uso de britas na construção civil, o Laboratório de Ensaios em Durabilidade dos Materiais (LEDMa), da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, realizou uma pesquisa de campo com ensaios físicos, químicos e mineralógicos em britas e rochas de pedreiras que atuam na região de Porto Seguro no Sul da Bahia.

No censo comum, a maioria das pessoas acredita que brita é tudo igual, mas existem normas técnicas que definem se esse tipo de agregado é bom ou ruim. Na prática, brita é transformada em duas coisas – em concreto para elementos estruturais na construção; vigas, colunas ou lajes, e também em asfalto. Para evitar possíveis patologias em uma construção como rachaduras, reformas emergenciais, infiltrações e até desabamento, além da mão de obra qualificada, a matéria prima utilizada deve ser devidamente fiscalizada e aprovada em testes e normativas referentes ao uso adequado do material. Esses pré requisitos afetam diretamente a atividade de empreiteiras, construtoras, engenheiros civis e pedreiras que atendem às demandas de mercado.

De acordo com o coordenador da pesquisa realizada em Porto Seguro, pós-doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, Daniel Véras Ribeiro, os resultados obtidos na utilização do agregado para produção de concretos estruturais no município, foram reprovados por não atenderem, a todos os requisitos Normativos, como a resistência à compressão uniaxial e desgaste por abrasão. Além disso, o laudo técnico também aponta que o material analisado não atende aos critérios da ABNT NBR 7211/2009 – que é a norma técnica de britas e demais agregados – e sugere que a utilização deste material seja apenas para a produção de concretos não estruturais, com resistências de até 25 Mpa. “Esta propriedade apresenta importante influência na qualidade dos concretos, inclusive sobre a resistência mecânica deste tipo de material”, informou. Ainda segundo Véras, “o agregado em análise não é recomendo para ser utilizado como lastro ferroviário por não atender os requisitos Normativos, havendo uma grande perda ao choque Treton e por abrasão Los Angeles”.

Perfil

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Bahia (CREA Bahia) atua como um fiscalizador profissional na forma de autarquia pública, responsável pela regulamentação e julgamento final das atividades profissionais relacionadas à classe profissional. Todo cidadão brasileiro, pode denunciar o exercício ilegal da atividade ou uso indevido de materiais. Ao Crea compete fiscalizar, identificar e coibir a ação de leigos e, principalmente, valorizar o trabalho dos profissionais éticos e devidamente habilitados para o exercício da profissão.

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