Teto de gastos é desastroso a médio prazo para o Brasil, aponta ex-ministra Miriam Belchior

Teto de gastos é desastroso a médio prazo, aponta Miriam Belchior.

Teto de gastos é desastroso a médio prazo, aponta Miriam Belchior.

A Emenda Constitucional 95, que criou o teto de gastos públicos federais, na prática vai causar a redução progressiva das despesas com saúde e educação. O alerta é da ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, que nesta terça-feira (26/06/2018) participou de uma roda de conversa com militantes na Vigília Lula Livre em Curitiba.

Miriam demonstrou que os gastos públicos federais, que corresponderam a 20% do PIB em 2017, cairão para 16% em 2026 e para 12% em 2030. Com o crescimento da economia empacado, os efeitos para os que mais precisam de assistência serão desastrosos. “Se com 20% já não estava bom, imagine em 2030, com a população envelhecendo e precisando mais de Saúde”, disse.

O debate sobre o modelo de País que queremos deve ser feito na campanha eleitoral de Lula, que vai contrapor a austeridade fiscal a todo custo com a proposta de crescimento econômico com distribuição de renda, apontou Miriam. “Temos que discutir se queremos austeridade como é hoje ou se queremos voltar a como era, com o Estado estimulando o desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Miriam lembrou que nos governos do PT a renda dos 20% mais ricos cresceu 23% e a dos 20% mais pobres, 85%. “Melhorou para todos. É esse modelo de desenvolvimento que a gente quer retomar com o governo do presidente Lula”, disse. “Depois acham estranho que Lula só cresce. As pessoas têm memória do que aconteceu”, completou.

A ex-ministra falou também sobre a importância dos investimentos em infraestrutura, pois melhoram a vida de todos. Nesse aspecto, a atuação do desgoverno golpista tem sido desastrosa. “Depois do auge dos investimentos do PAC em 2012, com R$ 72 bilhões,esse ano teremos apenas R$ 15 bilhões aplicados em infraestrutura”, informou.

A redução nos investimentos federais vitimou também o programa Minha Casa Minha Vida, ressaltou Miriam. De R$ 23,5 bilhões em 2015, o investimento caiu para R$ 1,2 bilhão em 2018. “Foi isso que fizeram com o MCMV e não estão contratando moradias na faixa de renda mais baixa, onde se concentra o déficit habitacional”, afirmou.

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