Feira de Santana: Vírus da hepatite pode ser transmitido por esmalte de unha, alerta enfermeiro Matheus Farias

Matheus Farias, enfermeiro do Programa Municipal de Hepatites Virais, durante palestra para pacientes do Centro de Atendimento ao Hipertenso e Diabético.
Matheus Farias, enfermeiro do Programa Municipal de Hepatites Virais, durante palestra para pacientes do Centro de Atendimento ao Hipertenso e Diabético.
Matheus Farias, enfermeiro do Programa Municipal de Hepatites Virais, durante palestra para pacientes do Centro de Atendimento ao Hipertenso e Diabético.
Matheus Farias, enfermeiro do Programa Municipal de Hepatites Virais, durante palestra para pacientes do Centro de Atendimento ao Hipertenso e Diabético.

Algumas pessoas já sabem que o uso de material individual, como espátulas e alicates, no atendimento com manicures em salões de beleza é essencial para a prevenção de doenças como a hepatite. O que muitas esquecem é que o vírus também pode estar presente em esmaltes de unha. A informação é de Matheus Farias, enfermeiro do Programa Municipal de Hepatites Virais, durante palestra para pacientes do Centro de Atendimento ao Hipertenso e Diabético de Feira de Santana (CADH), nesta segunda-feira (09/07/2018).

“O vírus da hepatite pode estar presente em vários objetos, como alicates, lixas, tesouras e inclusive no esmalte de unha, onde pode ficar encubado dentro do frasco por até sete dias. Por isso é importante levar sempre seu material, para evitar a contaminação através de objetos compartilhados”, informa.

Segundo o enfermeiro, a esterilização desses materiais com álcool, acetona ou estufa de manicure não mata o vírus e nem impede a sua transmissão. “O álcool pode até destruir outros vírus, mas o da hepatite não, pois este é resistente. O que o destrói é a autoclave (máquina que esteriliza os equipamentos por meio do vapor) ou a evacuação do vírus após permanência num ambiente por mais de cinco dias”, ressalta.

O alerta também serviu para as pessoas que possuem ambas as doenças, diabetes e hepatites, priorizem o tratamento. “Uma vez que a hepatites é controlada por meio do tratamento, consequentemente há também uma melhora no quadro de diabetes”, informa.

Importante se prevenir, diz Valdelice

Após participar da palestra, Valdelice Santana, paciente do CADH há três anos, relatou interesse em fazer o teste rápido. “Meu marido tinha a doença e eu nunca dei importância em fazer o exame. É sempre bom a gente ter acesso a essas informações para se prevenir e vou também tomar a vacina”, relata.

A única forma de detectar a doença é através do exame de sangue. O teste rápido é oferecido gratuitamente pelo SUS, assim como a aplicação da vacina. Para ter acesso ao serviço, basta procurar a Unidade de Saúde mais próxima a sua residência ou comparecer ao Programa Municipal de Hepatites Virais, localizado no CSE (Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda).

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