Entre 2007 e 2016, indústria alimentícia foi a que mais ganhou importância na Bahia

Infográfico apresenta dados da indústria alimentícia da Bahia, referente ao período de 2016. Entre 2007 e 2016, a fabricação de produtos alimentícios foi a atividade que mais ganhou participação no total de riqueza agregada pelo setor industrial à economia baiana.
Infográfico apresenta dados da indústria alimentícia da Bahia, referente ao período de 2016. Entre 2007 e 2016, a fabricação de produtos alimentícios foi a atividade que mais ganhou participação no total de riqueza agregada pelo setor industrial à economia baiana.
Infográfico apresenta dados da indústria alimentícia da Bahia, referente ao período de 2016. Entre 2007 e 2016, a fabricação de produtos alimentícios foi a atividade que mais ganhou participação no total de riqueza agregada pelo setor industrial à economia baiana.
Infográfico apresenta dados da indústria alimentícia da Bahia, referente ao período de 2016. Entre 2007 e 2016, a fabricação de produtos alimentícios foi a atividade que mais ganhou participação no total de riqueza agregada pelo setor industrial à economia baiana.

Em 2007, a indústria alimentícia nem aparecia entre as quatro atividades com maior participação no valor de transformação industrial na Bahia (valor bruto da  produção menos os custos das operações industriais). Nove anos depois, surge como a terceira atividade mais importante, respondendo por quase R$ 1 em cada R$ 10 gerados pela indústria no estado – ou 8,9% de R$ 48,7 bilhões, o que significou, em 2016, um valor de transformação industrial da ordem de R$ 4,3 bilhões.

Com essa ascensão, a indústria alimentícia tomou o lugar da fabricação de veículos automotores, que, em 2007, tinha a terceira maior participação no valor gerado pelo setor industrial no estado, mas, em 2016, não estava mais entre as quatro atividades mais importantes da indústria baiana.

Tanto no Brasil como um todo quanto na maior parte do estados (16 dos 27), a fabricação de produtos alimentícios é a atividade de maior contribuição para o valor gerado pelo setor industrial. Nacionalmente, ela responde por 18,4% do valor da transformação industrial, ou R$ 201,4 bilhões, de um total de R$ 1,1 trilhão.

A Bahia ainda é uma exceção nesse cenário de domínio da indústria alimentícia, em razão do peso do setor petroquímico no estado.

A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis é a atividade com maior peso no total da riqueza agregada pela indústria à economia baiana, embora tenha tido uma importante perda de participação nesses nove anos. Em 2007, o setor respondia por pouco mais 1/3 do valor da transformação industrial no estado (36,3%), chegando a 27,1% em 2016, o que correspondia a R$ 13,2.

Em seguida vinha a fabricação de produtos químicos, com 19,9% de participação no valor da transformação industrial do estado em 2016 (o que correspondia a R$ 9,7 bilhões) – num pequeno aumento de participação em relação a 2007, quando detinha 19,0%.

Em quarto lugar, depois da indústria alimentícia, vinha a fabricação de celulose, papel e produtos de papel, responsável por 7,2% da riqueza agregada pelo setor industrial à economia da Bahia em 2016 (o equivalente a R$ 3,5 bilhões) – também com aumento de participação em relação a 2007,  quando respondia por 6,4% do valor da transformação industrial no estado.

Essas quatro principais atividades concentravam, em 2016, 63,0% da riqueza gerada pela indústria baiana – o que correspondia a R$ 30,7 bilhões. Todos os demais ramos da indústria de transformação somavam, juntos, 30,2% do valor total gerado pelo setor, ou R$ 14,7 bilhões.

Por fim, a indústria extrativa representava, no estado, 6,8% do valor gerado pelo setor industrial – o equivalente a R$ 3,3 bilhões.

Indústria alimentícia também tem o maior número de unidades fabris e é a que mais emprega no estado, embora pague o menor salário médio

Além de ter tido o maior ganho de peso na indústria baiana, a fabricação de produtos alimentícios também é a atividade isolada com o maior número de unidades fabris na Bahia e a que mais emprega no estado, embora seja, dentre as mais importantes, a que paga, em média, o menor salário.

Em 2016, funcionavam na Bahia 5.924 unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, sendo 1.238 delas dedicadas à fabricação de alimentos (20,9% do total). As unidades industriais baianas empregavam, em 2016, ao todo,213.760 pessoas, das quais 39.082 trabalhavam na indústria alimentícia (18,3%).

Entretanto, o salário médio pago pela fabricação de alimentos naquele ano foi o mais baixo dentre os quatro ramos de maior peso no valor gerado pela indústria baiana: em média R$ 1.800 (em valores correntes de 2016). Era um valor abaixo da média da indústria como um todo no estado (R$ 2.835) e quase 1/10 do salário médio pago pela atividade de fabricação de coque e derivados do petróleo, R$ 10.591, o maior dentre os ramos industriais mais importantes.

Entre 2015 e 2016, o total de unidades fabris teve um pequeno aumento na Bahia, de 5.892 para 5.924 (+32), enquanto no país como um todo houve um saldo negativo em unidades locais da empresas industriais, de 201.223 para 194.922.

Entretanto, o maior número de fábricas no estado não evitou a redução no total de pessoal ocupado na indústria baiana, de 230.944 pessoas em 2015 para 213.760 em 2016 (-17,2%). No Brasil, o setor industrial também fechou 2016 com saldo negativo de trabalhadores, passando de 7,6 milhões de pessoas em 2015 para 7,3 milhões no ano seguinte (-4,9%).

Bahia é estado com maior peso no valor da transformação industrial do NE (42,5%); região representa 10,5% do valor nacional (3ª participação)

Em 2016, a indústria baiana respondia pela maior fatia da riqueza agregada pelo setor à economia nordestina, detendo 42,5% do valor da transformação industrial da região – que somava R$ 114,5 bilhões.

Entretanto, a Bahia perdeu participação em relação a 2007, quando respondia por 51,9% do valor gerado pela indústria do Nordeste. Nesses nove anos, quem mais ganhou participação na região foram Pernambuco, de 12,2% para 18,5%, e Ceará, de 11,9% para 14,3%.

Dentre as regiões, o Nordeste detinha, em 2016, a terceira maior participação no valor gerado pela indústria nacional (10,5%). Essa participação cresceu um pouco em relação a 2007, quando era de 9,6%, mas não foi suficiente para alterar a posição do Nordeste nesse indicador. Tanto em 2007 quanto em 2016, o Sudeste liderava em participação no valor da transformação industrial brasileira (62,5% e 57,2%, respectivamente), seguido pela região Sul (18,4% em 2007 e 20,0% em 2016). Abaixo do Nordeste, estão o Norte (6,0% e 6,3%) e o Centro-Oeste, que teve o maior ganho de participação no valor gerado pela indústria entre 2007 (3,5%) e 2016 (6,0%).

Cerveja/chope é o quarto produto industrial com maior valor de vendas na Bahia, em 2016

A Pesquisa Industrial Anual do IBGE também traz informações sobre a produção e a venda de produtos e serviços industriais. Em 2016 foram investigados cerca de 3.400 produtos, fabricados pelas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas, em todo o país. O valor de vendas deles totalizou R$ 2,17 trilhões.

Os 100 produtos industriais com maior valor de vendas registraram, em 2016, receita de R$ 1,14 trilhão ou 52,5% do total da receita das empresas industriais com 30 ou mais pessoas ocupadas no país.

Em 2016, a Bahia fabricou 39 desses 100 produtos industriais com maior valor de venda no país, que somaram R$ 26,7 bilhões em receita para as unidades industriais do estado.

Os cinco produtos industriais com maiores valores de venda na Bahia, naquele ano, foram as pastas químicas de madeira, à soda ou ao sulfato, exceto pastas para dissolução (usadas na indústria de papel e celulose); seguidas pelos pneus novos para veículos; pelas tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja (usadas, por exemplo, na fabricação de ração animal), em terceiro lugar; por cerveja/chope, na quarta posição; e gás natural, liquefeito ou no estado gasoso.

A cerveja/chope, com vendas da ordem de R$ 1,3 bilhão, subiu uma posição nesse ranking, em relação a 2015, quando tinha o quinto maior valor de venda e era bem mais importante na receita d vendas da indústria baiana, do que no país como um todo – onde ocupava a 12a posição em valor de vendas.

Redação do Jornal Grande Bahia
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