Eleições 2018: Em manifesto, esquerda cria diretrizes para barrar retrocessos

Marcio Pochman: Desde o início pensamos em como contribuir de maneira efetiva para o Brasil do ponto de vista do Legislativo.  Nós todos aprendemos que é fundamental que tão importante quanto a eleição presidencial é a construção de uma bancada que apoie o seu governo.Marcio Pochman: Desde o início pensamos em como contribuir de maneira efetiva para o Brasil do ponto de vista do Legislativo.  Nós todos aprendemos que é fundamental que tão importante quanto a eleição presidencial é a construção de uma bancada que apoie o seu governo.
Marcio Pochman: Desde o início pensamos em como contribuir de maneira efetiva para o Brasil do ponto de vista do Legislativo.  Nós todos aprendemos que é fundamental que tão importante quanto a eleição presidencial é a construção de uma bancada que apoie o seu governo.

Marcio Pochman: Desde o início pensamos em como contribuir de maneira efetiva para o Brasil do ponto de vista do Legislativo.  Nós todos aprendemos que é fundamental que tão importante quanto a eleição presidencial é a construção de uma bancada que apoie o seu governo.

Em nova demonstração de força e união, a Frente pela Democracia, Soberania e pelos Direitos do Povo, formada pelas fundações dos principais partidos de esquerda do país, lançaram nesta terça-feira (03/07/2018), em Brasília, o “Manifesto por uma Frente no Parlamento Compromissada com a Reconstrução e o Desenvolvimento do Brasil” com o objetivo de criar “um projeto justo e avançado para a Nação” e a “formação de uma forte frente progressista no parlamento brasileiro”.

Com a presença de representantes das fundações Perseu Abramo (PT), Lauro Campos (PSOL), Maurício Grabois (PCdoB), João Mangabeira (PSB) e Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT), o ato apresentou ainda uma série de propostas para barrar os muitos retrocessos que entraram em vigor a partir do golpe de 2016 como a reforma trabalhista, a entrega do pré-sal aos interesses internacionais e o congelamento em investimentos na saúde e educação, entre outros.Para o presidente da FPA, Marcio Pochmann, ao assumir o compromisso de criar uma agenda progressista para o país a partir do ano que vem, a Frente também se compromete a lutar para fortalecer a representatividade da esquerda no Congresso. “Desde o início pensamos em como contribuir de maneira efetiva para o Brasil do ponto de vista do Legislativo.  Nós todos aprendemos que é fundamental que tão importante quanto a eleição presidencial é a construção de uma bancada que apoie o seu governo”, avalia.

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, complementa: “Geralmente, durante o processo eleitoral, damos carga muito grande pro Executivo,  só que a gente não conta que no meio do caminho tem uma coisa chamada Congresso Nacional. Se nós temos o descalabro que temos hoje no país é por causa do Congresso. Eles tinham que ter a decência de pedir desculpa para o país”.

Gleisi concorda com o ponto de vista de Pochmann de que é preciso fortalecer o Parlamento. “Eu acho que nós que estamos numa bancada progressista temos que cobrar esta casa. Temos que cobrar posições políticas mais firmes. Por isso este manifesto é tão importante. Nós precisamos ter a maioria dos parlamentares para barrar os ataques”, reitera a presidenta.

Também presente no ato, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) garante que o manifesto não é apenas simbólico e será uma das fontes para a criação de um governo progressista em caso de vitória da esquerda nas próximas eleições.  “Nós não podemos aceitar que essas mudanças feitas na legislação do pré-sal, a reforma trabalhista que estas coisas tenham continuidades. Temos que air vitoriosos nas próximas eleições e revogar estas medidas”, aponta.

Zarattini diz que desde já tem havido um maior esforço para “colocar esta frente em andamento para garantir uma sólida bancada e no próximo ano avançarmos para barrar todos os retrocessos e criar uma agenda que atenda de fato aos interesses do Brasil”.Propostas

Além de consolidar o trabalho da Frente pela Democracia, o Manifesto também apresentou uma lista de diretrizes que vão desde o “aumento da participação do povo nas decisões do país, com o aprimoramento das formas de democracia direta e participativa”, passa pela “defesa da soberania nacional, do patrimônio e da economia nacional, da soberania energética” e culmina em temas como a “emancipação das mulheres”e a “luta contra o racismo e por políticas de promoção da igualdade social”.

Na visão da presidenta Nacional do PCdoB, Luciana Santos, o desafio é muito grande. “Estamos vivendo uma crise econômica, social e política que é fruto de um impeachment sem crimes. Por isso é urgente a necessidade da retomada do crescimento a partir de uma agenda progressista criada pela esquerda”, aponta.

O presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, concorda: “Estamos aqui para demonstrar nosso apoio integral a este manifesto que nos une contra este verdadeiro descalabro pelo qual tem passado o Brasil. Temos a obrigação de unir a esquerda em torno de determinadas ideias. Não estamos aqui para apoiar este ou aquele candidato. Nossa união é para dar um basta nestes retrocessos impostos desde o golpe”.

A união das forças progressistas, continua Siqueira, tem de ser não apenas dos partidos, mas de todos os movimentos sociais. “Um governo progressista sem base parlamentar e sem apoio popular não conseguirá governar”.

André Figueiredo, líder do PDT na câmara, acredita que continuar em busca de pontos de convergência entre partidos de esquerda e movimentos serão cruciais para que o próximo presidente tente barrar os retrocessos do desgoverno Temer: “O que o congresso tem que fazer é resistir. Nosso papel é resistir para que o próximo presidente atue alinhado com o que pensa esta Frente”.

Resistir também foi o verbo usado pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB). “Resistência é uma palavra chave para manter o enfrentamento contra os retrocessos. Eu considero que o programa que foi apresentado nesta Frente atende bem aos anseios para retomar o caminho do desenvolvimento

Silva compara o atual momento do país com 2002, ano em que Lula foi eleito presidente. “Em 2002 encontramos um país desarrumado mais ou menos como hoje e nós mostramos que éramos capazes de levar o Brasil para outro patamar. Mas a nossa obra está inacabada e é hora de retomar o fio da meada para concluir o que começamos”, conclui.

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