Senador Otto Alencar defende venda direta do etanol hidratado da usina para os postos de combustível

Senador Otto Alencar denunciou que foi pressionado por representantes de distribuidoras de etanol para retirar de pauta projeto de sua autoria que permite a venda de etanol hidratado diretamente das usinas produtoras para os postos de combustíveis.
Senador Otto Alencar denunciou que foi pressionado por representantes de distribuidoras de etanol para retirar de pauta projeto de sua autoria que permite a venda de etanol hidratado diretamente das usinas produtoras para os postos de combustíveis.
Senador Otto Alencar denunciou que foi pressionado por representantes de distribuidoras de etanol para retirar de pauta projeto de sua autoria que permite a venda de etanol hidratado diretamente das usinas produtoras para os postos de combustíveis.
Senador Otto Alencar denunciou que foi pressionado por representantes de distribuidoras de etanol para retirar de pauta projeto de sua autoria que permite a venda de etanol hidratado diretamente das usinas produtoras para os postos de combustíveis.Senado

Em Plenário do Senado Federal, na terça-feira (19/06/2018), o senador Otto Alencar (PSD-BA) denunciou que foi pressionado por representantes de distribuidoras de etanol para retirar de pauta projeto de sua autoria que permite a venda de etanol hidratado diretamente das usinas produtoras para os postos de combustíveis (PDS 61/2018).

Ele disse que não vai se intimidar com a pressão das distribuidoras e explicou que a proposta, se for aprovada, aumentará a concorrência no setor e representará a redução no valor do etanol para o consumidor.

Hoje, disse o senador, os motoristas pagam entre R$ 3,30 a R$ 3,57 pelo litro do etanol hidratado, que sai das usinas a R$ 1,57. O valor, segundo cálculos de Otto, praticamente dobra, ao passar, obrigatoriamente, pelas distribuidoras credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

— É neste Brasil que nós estamos vivendo. Por que? Porque no meio do caminho tem que ter uma distribuidora autorizada, credenciada pela agência nacional do petróleo, que credencia aqueles que acham que deve credenciar, e, a partir daí, fica o consumidor à mercê dos preços dos combustíveis, como está acontecendo. É uma caixa-preta que precisa ser aberta.

Já o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), sugeriu que o projeto, antes de ser votado, seja discutido em sessão temática no Plenário. Para ele, o problema do setor de combustíveis no país vai muito além da simples obrigatoriedade de o etanol passar pelas distribuidoras antes de chegar aos postos de combustível.

— Temos que discutir também quem tem o monopólio. Porque quem tem o monopólio hoje é a Petrobras. Quem decide hoje quantos litros de álcool se vai produzir em Alagoas, na Bahia, em Pernambuco e em Goiás são eles. Então como é que nós vamos ter uma livre concorrência, com a Petrobras tendo o monopólio? Eu acho que nós temos de ter uma discussão mais abrangente.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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