Secretaria da Educação da Bahia leva professores para dar aulas no Hospital Roberto Santos

Lançamento do Programa Sarahdo no Hospital Roberto Santos.
Lançamento do Programa Sarahdo no Hospital Roberto Santos.
Lançamento do Programa Sarahdo no Hospital Roberto Santos.
Lançamento do Programa Sarahdo no Hospital Roberto Santos.

A Secretaria da Educação do Estado inaugurou, nesta quarta-feira (13/06/2018), a primeira classe hospitalar da rede estadual, que funcionará no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). A iniciativa integra o Programa Serviço de Atendimento à Rede em Ambiências Hospitalares e Domiciliares (SARAHDO), que tem como objetivo garantir o direito de estudantes enfermos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) que se encontram nos leitos hospitalares ou em atendimento médico domiciliar, a darem continuidade aos seus estudos. O evento contou com a participação do secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro.

O secretário Pinheiro destacou a importância do Programa SARAHDO, cuja oferta em todo o território baiano, até o final de 2018, será de 3.422 vagas, sendo que 146 estudantes serão atendidos no Hospital Roberto Santos. “O programa surge de uma necessidade de fazer a cobertura da Educação Inclusiva no nosso Estado de modo total. Quando um aluno da rede adoece e vai para um leito ou fica em casa por conta de um problema de saúde, ele está sendo condenado ao abandono escolar naquele período. Então, criamos o programa justamente para cuidar dessas pessoas em um momento difícil, fazendo com que a educação seja verdadeiramente inclusiva. Este projeto vem como um novo desafio de levar a educação para onde o estudante estiver, seja em sala de aula, em casa ou no hospital. É a escola ampliando os seus espaços através do acompanhamento, do acolhimento e, principalmente, da verdadeira inclusão”, disse o secretário, completando que em julho serão inauguradas as classes hospitalares de Feira de Santana, Ilhéus e Itabuna e, entre agosto e outubro serão abertas as de Barreiras, Vitória da Conquista, Eunápolis, Juazeiro e Santo Antônio de Jesus.

O superintendente de Políticas para a Educação Básica da Secretaria da Educação, Ney Campello, também fala sobre o alcance do SARAHDO. “Tudo isto compreendendo que educação não é sinônimo de sala de aula. É um processo permanente e transformador de formação do ser humano, que pode acontecer em qualquer lugar e aquele estudante que está hospitalizado também tem o direito de aprender. Chegar aos hospitais com a oferta de educação é uma garantia de um direito constitucional e do ser humano. Ao levar a educação para um estudante hospitalizado, no caso, ele se sente motivado, melhora o seu bem-estar físico e emocional e percebe que, a despeito daquela enfermidade, ele tem ali a continuidade da sua própria vida. O programa é mais um passo naquilo que o secretário Pinheiro tem afirmado, que é fazer da educação uma ponte para o futuro das pessoas”.

Durante o evento, os oito professores da rede estadual que irão garantir escolaridade, atendimento educacional especializado e tratamento personalizado e humanizado para os estudantes/pacientes desta primeira classe hospitalar, receberam do secretário Walter Pinheiro e demais autoridades os jalecos e toucas, em um ato simbólico. Depois de passarem pela formação continuada em Classe Hospitalar/Atendimento Domiciliar, agora a expectativa é realizarem o trabalho na prática. A professora de Biologia Romilda Rosa falou de sua motivação com o programa. “O SARAHDO é um programa encantador, é um momento de inovação na rede estadual e para nós, professores especializados em Educação Inclusiva, é muito motivador prestar este serviço à sociedade, trazendo a escola para dentro do ambiente hospitalar para quem está momentaneamente impossibilitado de frequentar o espaço escolar regular”.

A atividade contou ainda, com a participação da coordenadora de Educação Inclusiva da Secretaria da Educação, Patrícia Braile, entre outros gestores da Educação e da Saúde, além de professores e gestores escolares.

Sobre o SARAHDO

O Serviço de Atendimento à Rede em Ambiências Hospitalares e Domiciliares (SARAHDO), da Secretaria da Educação, já atendia em domicílio cinco jovens gravemente enfermos, assegurando-lhes escolaridade, atendimento educacional especializado e tratamento personalizado e humanizado para estudantes e familiares.  Um dos estudantes beneficiados é Mateus Silva, 15, 1º ano do Colégio Estadual Sete de Setembro, em Paripe. Ele sofre de epidermólise bolhosa, doença rara e sem cura causadas por um defeito genético da fixação da camada da epiderme na derme.

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