No STF, PGR reforça pedido de condenação da senadora Gleisi Hoffmann e do ex-ministro Paulo Bernardo

Sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski.
Sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou hoje (19/06/2018) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de condenação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta tarde, a Segunda Turma da Corte julga ação penal na qual a senadora é acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu.

Em sua sustentação no julgamento, o subprocurador da República Carlos Vilhena afirmou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse, em um de seus depoimentos de delação premiada, que autorizou o repasse à campanha, por meio de outro delator, o doleiro Alberto Youssef. O objetivo era manter apoio do PT para continuar no cargo, segundo a procuradoria.

Vilhena citou que durante a investigação foi comprovado que foram entregues quatro parcelas para Bernardo e Kluger, para que os valores fossem repassados para campanha da senadora.

“Houve a prática de atos de ofício por parte de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, consumando o abuso de poder dos funcionários públicos. O que se tem nestes autos é uma flagrante e escancarada mercancia”, afirmou.

Após a argumentação da procuradoria, as defesas dos acusados terão a palavra para rebater as acusações. A Segunda Turma é composta pelos ministros Edson Fachin, relator da ação, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Petrobras

Durante o julgamento, a defesa da Petrobras defendeu que a senadora e Paulo Bernardo também sejam condenados ao pagamento de R$ 1 milhão, com correção monetária, como ressarcimento pelos danos causados à empresa pelo suposto recebimento de propina. Os advogados da estatal atuaram no processo como assistentes de acusação da PGR.

*Com informações da Agência Brasil.

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