Garota que criou grupo no WhatsApp é condenada por não coibir bullying

Garota que criou grupo no WhatsApp é condenada por não coibir bullying.
Garota que criou grupo no WhatsApp é condenada por não coibir bullying.
Garota que criou grupo no WhatsApp é condenada por não coibir bullying.
Garota que criou grupo no WhatsApp é condenada por não coibir bullying.

Uma jovem de São Paulo foi condenada a pagar multa de R$ 3 mil por não ter coibido uma ‘seção de ofensas’ praticada em um grupo no WhatsApp que ela criou. O grupo tinha como objetivo coordenar amigos para assistir a um jogo da Copa do Mundo de 2014 em sua casa, mas logo se transformou em núcleo de bullying contra um dos participantes.

A criadora do grupo não ofendeu a vítima diretamente, mas, como era a única administradora, a 34ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que era responsabilidade dela coibir esse tipo de ofensas contra outros participantes. Ela era a única que poderia expulsar pessoas do grupo ou simplesmente deletar o chat.

De acordo com o Jota, a vítima foi ofendida com uma série de comentários homofóbicos, tendo sido chamada de ‘gazela’, ‘moça’, ‘viado’, ‘super homo’ e ‘traveco’. A mãe do adolescente foi chamada de ‘camarão de meia tonelada’ e ‘algo dez vezes pior que o capeta’. Quando os agressores foram ameaçados de serem levados à Justiça, um deles disse: ‘vai processar o que a vava’, sendo que ‘vava’ foi entendido como um erro de digitação para ‘vaca’. A criadora do grupo então enviou emojis de risada, o que foi entendido pelo tribunal como um aval para a continuação do bullying.

A jovem teria eventualmente excluído o grupo, mas outro foi criado logo após, e as conversas continuaram com o mesmo teor. Em primeira instância, ela saiu inocentada, mas, em segunda, foi condenada a pagar uma multa de R$ 3 mil para a família do garoto ofendido. Ela e outros participantes tinham 15 anos na época do ocorrido. Por conta disso, o desembargador responsável pelo caso disse que se tratava “muito mais de uma advertência para o futuro do que uma punição severa, com peso econômico desproporcional”.

Não ficou claro que a parte acusada vai recorrer da decisão.

*Com informações da TecMundo.

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