Espetáculo Nunca por Acaso é apresentado em Salvador

Cena do espetáculo Nunca por Acaso.
Cena do espetáculo Nunca por Acaso.
Cena do espetáculo Nunca por Acaso.
Cena do espetáculo Nunca por Acaso.

Nunca por Acaso é o espetáculo de dança inédito com direção coreográfica de Giovanni Luquini, que estará em cartaz em Salvador até agosto de 2018. As apresentações serão realizadas nos dias 5 e 6 de junho e 21, 25, 26, 27 e 28 de julho no Teatro Sesc Senac Pelourinho; e em agosto será a vez do Teatro Gregório de Mattos ser o palco de Nunca por Acaso, de 4 a 26, sempre aos sábados e domingos.

Além dos espetáculos, o projeto Nunca por Acaso irá realizar o workshop ‘A Capoeira de Angola Aplicada as Artes Cênicas’, nos dias 25 e 26 de julho, das 14 às 17 horas, no Sesc Senac Pelourinho, com entrada mediante inscrição, até preenchimento das vagas. A inscrição do workshop, que tem como público alvo profissionais da área de artes cênicas e dança, será feita através do e-mail [email protected], contendo o assunto ‘inscrição workshop’.  Nunca por Acaso também produzirá uma Exposição Fotográfico Audiovisual, que será montada nos foyers dos teatros Sesc Senac Pelourinho e Gregório de Mattos. A exposição abordará o processo criativo do espetáculo com fotos, vídeo e música. A curadoria será de responsabilidade de Marina Alfaya, fotógrafa, Giovanni Luquini, coreógrafo, Luciano Martins, produtor e Yuri Rosat, cinegrafista.

Em Nunca por Acaso Giovanni Luquini dirige as dançarinas Alana Falcão, Joely Silva e Melissa Figueiredo e o dançarino Marcley Oliveira pelo processo criativo que teve como pilar a ideia do tempo agindo sobre as escolhas. “Nossa performance traça uma rota oblíqua que vai desde meditar, a solitude, a releitura da memória”, explica Luquini. “Nessa trajetória, olhar de volta para o meu trabalho como coreógrafo ao longo destes últimos 20 anos e celebrá-lo. Me veio então a pergunta de como recontar essa memória. Decidi retomar momentos coreográficos ou a razão deles terem acontecido, e trabalhar esses dados com os dançarinos, partindo exatamente em busca de recontar as memórias presentes em mim, sem o compromisso de reproduzi-las, se não se reconta-las à minha revelia e sem limitações, o que deu luz a uma performance integral totalmente nova. Nunca por Acaso é assim, como uma retomada de fôlego.”, conclui.

A direção musical do espetáculo é de Luciano Salvador Bahia, que compôs as músicas durante o processo de concepção do espetáculo. Euro Pires assina o cenário e o figurino e Irma Vidal a iluminação, com produção de Luciano Martins, da Capim Rosa Chá e co-produção de Maurício Mota, da Cavalo Marinho.  O projeto foi contemplado pelo Editorial Setorial de Teatro 2016 do Fundo de Cultura, com apoio da Secretaria de Cultura, Secretaria da Fazenda e Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Sobre Giovanni Luquini

O trabalho de Luquini é um mix de temas urbanos e conflitos interpessoais. Apresentados através da dança contemporânea e da interpretação teatral, seus trabalhos são uma experiência multimídia que incorpora uma coreografia atlética com textos, poesia, vídeos e música original e representam uma fusão de dança e teatro. Há mais de trinta anos Luquini tem trabalhado como performer e coreógrafo no Brasil, Europa e Estados Unidos. Em 1995, após quatro anos de trabalho com Cloud Chamber, Interdisciplinare Dance & Theatre, em Amsterdam, mudou-se para Miami, onde foi professor de dança contemporânea e Afro-Brasileira na FIU-Florida International University.  Em 1997 em Miami, fundou a companhia Giovanni Luquini Performance Troupe e teve suas produções apresentadas em diversos festivais pelos Estados Unidos.  Em 1999 sua coreografia recebeu ‘Mensão Honrosa’ do State of Florida Artist Fellowship Award. No ano 2000 foi premiado com o fellowship daquela instituição na categoria de ‘Interdisciplinary Work’.  Em 2002-03 e 2003-04, foi premiado com o Choeographer’s Fellowship por Dade-County Department of Cultural Affairs.

Em paralelo a essas atividades, Luquini apresentou alguns dos seus trabalhos no Brasil, no Panorama da Dança 2000, com Raw Footage; em Salvador, no Mercado Cultural Internacional, apresentou Flagrante Delicto. No V Ateliê de Coreógrafos Brasileiros –  Solos 40, apresentou Idalina, o solo e, em maio, na abertura da ‘Quarta Que Dança 08’, Slices 1,3 & 7.  Em 2011 realizou a coreografia para peça de teatro A Mulher de Roxo e fez participação como intérprete no X Festival Internacional de Artistas de Rua. Atualmente, de volta ao Brasil, Luquini reside na Gamboa, Vera cruz, Ilha de Itaparica, ensina Dança Contemporânea e ministra workshops de composição coreográfica e capoeira angola aplicada à dança contemporânea em estúdios de dança em Salvador, além de dirigir a Banda CRU Dança, projeto criado para a pesquisa coreográfica. A Banda CRU Dança estreou o espetáculo CRU na Casa de Castro Alves e segue com o trabalho apresentando-se em Festivais locais como ‘Doses de Dança’ e a ‘Mostra de Dança de Lençóis’.

Redação do Jornal Grande Bahia
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