153º Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha | Por Baltazar Miranda Saraiva

Cerimônia na Câmara Municipal de Salvador homenageou os 153 anos da Batalha do Riachuelo.
Cerimônia na Câmara Municipal de Salvador homenageou os 153 anos da Batalha do Riachuelo.
Cerimônia na Câmara Municipal de Salvador homenageou os 153 anos da Batalha do Riachuelo.
Cerimônia na Câmara Municipal de Salvador homenageou os 153 anos da Batalha do Riachuelo.

O dia onze de junho é festa nacional. Nesse dia, em 1865, a esquadra de guerra brasileira travou uma intensa batalha no leito do rio Riachuelo contra os navios paraguaios. O comandante dessa batalha foi o Almirante Barroso (Francisco Manuel Barroso), veterano de outras guerras, como a das Províncias Cisplatinas, na época em que D. Pedro I era imperador do Brasil.

Essa batalha é considerada uma das mais importantes da Guerra do Paraguai (1864/1870), e ocorreu justamente no rio que lhe deu o nome, um dos afluentes do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina.

A vitória do Almirante Barroso nos proporcionou o domínio das comunicações fluviais e o pleno controle sobre os rios adjacentes, a exemplo dos rios Paraná e Paraguai. Esse controle foi extremamente importante para nós, pois, a um só tempo, limitou as ações do ditador paraguaio Francisco Solano Lopez e garantiu para o Brasil um futuro econômico atrelado ao escoamento dos nossos produtos por meio fluvial.

Essa batalha naval colocou, de um lado, os paraguaios, e, de outro, os brasileiros. O Paraguai, sem conexão com o mar, queria muito controlar os rios da Bacia do Prata, pois significava uma saída para o Oceano Atlântico, ou seja, uma via de transporte de pessoas e mercadorias.

Na fase inicial da guerra o Paraguai já havia feito importantes conquistas militares, ocupando regiões da Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Caso saísse vencedor, controlaria os mais importantes rios da Bacia do Prata e conquistaria o sul do Brasil.

Entretanto, graças a uma série de imprevistos e manobras estratégicas de grande vulto, a Marinha do Brasil saiu vitoriosa, afirmando nosso país como uma importante potência naval da América do Sul. O impacto dessa batalha tornou-se ainda mais popular no fim do século XIX, em razão da pintura levada a cabo por Victor Meirelles, que imortalizou em seus quadros outras guerras travadas pelo Brasil.

Com o advento da República, em 1889, os combatentes da Guerra do Paraguai, como Osório, Duque de Caxias e o próprio Almirante Barroso tornaram-se heróis da nação, e as nossas instituições militares ganharam notoriedade e dia para sua celebração. Daí o 11 de junho, dedicado à Marinha, uma recordação do acontecimento de 1865.

Recordando essa data histórica, o Brasil homenageia, neste 11 de junho de 2018, os homens e as mulheres de nossa querida Marinha, cujo patriotismo valoriza sua contribuição à pátria, defendendo nossas águas jurisdicionais e prestando inúmeros serviços no atendimento às populações ribeirinhas.

A Marinha é motivo do nosso orgulho patriótico. Daí a homenagem dos baianos a essa Força Naval, feita na pessoa do bravo comandante do 2º Distrito Naval, aqui sediado, Vice-Almirante Almir Garnier Santos, um dos mais brilhantes oficiais generais de nossa Marinha, que registrou as comemorações do 153º aniversário no Cine-Teatro SESC – Casa do Comércio, com a apresentação da “Banda de Música do Comando do 2º Distrito Naval, com a participação das magníficas cantoras Ana Mametto e Viviane Tripodi e uma Sessão Especial comemorativa dessa data na Câmara de Vereadores, promovida pelo Vereador Téo Senna, em comemoração à Data Magna da Marinha, na qual se fizeram presentes diversas autoridades, inclusive o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, na pessoa do seu ilustre Presidente, Des. Gesivaldo Britto, representado por este articulista.

Ao vice-Almirante Almir Garnier Santos e a seus comandados – e em especial à Marinha do Brasil-, expressamos nossa gratidão com a frase de Pompeu, na Roma Antiga, que exortava seus marinheiros ao combate dizendo que NAVEGAR É PRECISO; VIVER NÃO É PRECISO. O poeta Fernando Pessoa utilizou a mesma sentença para dizer, com ela, que punha da essência do seu sangue o propósito impessoal de engrandecer a Pátria. E mesmo não estando em guerra, devemos lembrar a frase do Almirante Barroso, comemorando o sucesso da batalha de Riachuelo: “Sustentar o fogo que a vitória é nossa!”! Viva a Marinha.

*Baltazar Miranda Saraiva é Desembargador, Presidente da 5ª Câmara Cível, membro da Comissão de Igualdade do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, do Conselho da Magistratura (TJ/BA), da Associação Bahiana de Imprensa-ABI, da Sociedade Amigos da Marinha-SOAMAR e Vice-Presidente Social, Cultural e Esportivo da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES).

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