Operação da PF apura desvio de verbas da educação por gestões municipais da Bahia, do Distrito Federal e de outros dois estados

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Operação Prato Feito: investigações apuraram que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios e desviaram R$ 1,6 bilhões.
Operação Prato Feito: investigações apuraram que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios e desviaram R$ 1,6 bilhões.
Operação Prato Feito: investigações apuraram que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios e desviaram R$ 1,6 bilhões.
Operação Prato Feito: investigações apuraram que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios e desviaram R$ 1,6 bilhões.

A Polícia Federal deflagrou hoje (09/05/2018) uma operação que investiga desvio de recursos do governo federal para a educação, especificamente para a compra de merenda escolar, uniformes, material didático e outros, em 30 municípios dos estados de São Paulo, Paraná e Bahia, além do Distrito Federal.

Segundo as investigações, cinco grupos criminosos agiam em prefeituras, por meio de lobistas, direcionando licitações. São cumpridos, hoje, 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e suspensão de 29 contratos de empresas suspeitas.

CGU identifica 65 contratos suspeitos

Há indícios do envolvimento de 85 pessoas, sendo 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e 40 pessoas da iniciativa privada. A Controladoria Geral da União (CGU) identificou, ao longo das investigações, 65 contratos suspeitos, cujos valores ultrapassam R$ 1,6 bilhão.

A operação tem o nome de Prato Feito. As medidas foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo e pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O inquérito foi instaurado em 2015, quando o Tribunal de Contas da União descobriu fraudes em licitações de fornecimento de merenda escolar em diversos municípios paulistas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa e corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de 1 a 12 anos de prisão.

*Com informações da Agência Brasil.

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